Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Vincent-HRD

 

Howard Raymond Davies, aqui montado numa AJS

Howard Raymond Davies, um jovem piloto de aviões inglês, após ter sido capturado pelos Alemães em 1917, não parou de sonhar em construir uma moto perfeita. Menos de dez anos depois, em 1924, Davies e o seu sócio,. J. Massey começaram a construir a HRD. Estas aérodinâmicas motos equipadas com motor JAP (J.A. Prestwitch Co.) eram bastante avançadas para a sua época, e possuíam peças provenientes de várias marcas, até começarem a desenvolver o seu próprio estilo já nos anos 30. Uma destas motos venceu o TT da Ilha de Man em 1925, estabelecendo um novo recorde de 66,13 Milhas por hora (106.25 Km/h).

Enquanto Davies realizava o seu sonho, um estudante chamado Philip Vincent, também sonhava em construir a sua própria máquina. Vincent deu inicio ao seu sonho ao abandonar os estudos na Universidade de Cambridge e ao regressar a casa e à exploração agrícola que a sua família geria, adquiriu a marca registada HRD e alguns componentes pela quantia de 500 Libras. A empresa foi renomeada de Vincent HRD Co. Ltd. E o logótipo surgia com a denominação Vincent em pequenas letras sobre as iniciais HRD.
Vincent HRD logo
O logótipo permaneceu assim até finais de 1949, quando as iniciais HRD foram retiradas para que não se confundissem com as da Harley-Davidson, no florescente mercado Norte-Americano.
Por volta de 1934, Vincent lança sete modelos diferentes. Quatro deles usavam o primeiro motor construído pela marca, com 499cc de um cilindro, cuja configuração básica nunca mudou.
Os mais de 20 modelos lançados entre 1928 e 1934 deram a Phil Vincent a oportunidade de experimentar um sem número de opções e possibilidades de construção. O lendário Phil Irving juntou-se a Vincent como engenheiro chefe em 1931. O primeiro motor V-Twin da Vincent foi baptizado de Rapide e foi apresentado ao público em Outubro de 1936. Este incluía elementos dos primeiros quadros da marca sem suspensão e apenas com molas no selim, característica de todos os modelos até 1955. A caixa de velocidades era composta por 4 marchas e era capaz de atingir a velocidade máxima de 110 Milhas por hora (177 Km/h). A Rapid Série A era vendida por cerca de 600 dólares e serviu de inspiração para as Grandes Twins. Pihil Irving deixa a Vincent para ir para a Velocette em 1937, para regressar de novo em 1943 para desenvolver a sucessora da Série A.

Série "A" 1935-39

Vincent Comet Special 1937

Vincent T.T.Replica 1937

Vincent Comet 1938

Vincent HRD

Vincent Rapide Série A

Marca:           Vincent HRD

Modelo:         Rapide Série A

Motor:            998 cc (84 x 90 mm) 47° OHV V Twin

Pneus:           3 x 20 frente, 3 x 19 a trás

Quadro:         Duplo tubo em berço

Forquilha:      Telescópica

Travões:        Travões gémeos, 7 cm diâmetro atrás e á frente

Peso:             400 lb

Fabricante:    The Vincent-HRD Co. Ltd., Great North Road, Stevenage, Herts

Poupada aos bombardeamentos alemães, a Vincent foi a primeira companhia a retomar a produção após o termo do conflito. Neste retorno ao fabrico civil, a Vincent apresenta a Rapide Série B, equipada com um motor V-Twin de 998cc. Esta era uma série dramática, apresentando novos conceitos técnicos onde se destacava o inovador quadro em “monocoque”. A Série B trouxe uma enorme popularidade à Vincent. Duplo s carburadores e um inédito cano de escape com saída dupla conferiam e este modelo uma identidade única bastante apreciada nos Estados Unidos.
Série "B" 1946-49
A Vincent chegou ao mercado Americano em 1944. O primeiro representante abriu em Filadélfia e era gerido por Eugene Aucott. Rapidamente o negócio de expandiu a outras zonas, Florida, New Jersey, Michigan, California e Texas.
Vincent Touring Rapide 1950
 

Vincent Black Shadow - 1950 - Esta moto era um ícone da época. A moto era uma jóia rara quase feita à mão, reparem na suspensão traseira, no velocímetro e no motor que não vibrava de forma nenhuma. Atingia a velocidade de 240 Km/h.

foto de jt8 em 11-02-2008

Vincent Nero 1952

A Vincent não conquistou o mercado norte-americano por estratégia comercial, o seu sucesso foi obtido apenas porque o mercado ansiava por estas motos britânicas. Depressa se estabeleceram comparações com a Harley-davidson, mas é claro que não podia haver comparação entre marcas com produtos tão diferentes.

Uma das Vincents mais famosas era a "Rumplecrankshaft," capaz de atingir as 100 Milhas (161 Km/h), mas infelizmente problemas com a caixa de velocidades arrefeceram o entusiasmo dos americanos.
Por volta de 1953 foram apresentadas novas propostas, mas os problemas continuaram e a Vincent foi incapaz de reparar os danos já sofridos.
A Vincent continuou a desenvolver inovações, tais como o regulador de travagem no guiador. A rotação da roda independente do eixo, que se tornaria banal em todas as motos nos anos 80.
No Verão de 1955, durante um jantar de proprietários de Vincents, Phil Vincent anunciou que a companhia não iria construir mais motociclos.
Na semana anterior ao natal de 1955, a última Vincent foi fabricada, recebendo o nome de “The Last”. Phil Vincent comprometeu-se a continuar a fornecer peças e acessórios aos proprietários, as quais são fabricadas até hoje pela empresa Harper Engineering, que acabou por adquirir a companhia.
O harmonioso V-Twin Britânico está longe de ter sido esquecido e o Vincent Owners Club é o maior clube mono marca do mundo. As motos Vincent são ainda hoje das mais desejadas e procuradas no mundo e alguns modelos foram já transaccionados por quantias que rondaram os 125.000 Euros. Muitas delas ainda hoje participam em competições desportivas e obtêm resultados bastante positivos.

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publicado por Cavalo Alado às 00:29
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