Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

PROPAGANDA & PUBLICIDADE

 

 

Por: Alfredo Nobre

 

Propaganda é um modo específico de se apresentar uma informação, com o objectivo de servir a uma agenda. Mesmo que a mensagem traga informação verdadeira, é possível que esta seja partidária, não apresentando um quadro completo e balanceado do objecto em questão. O seu uso primário advém do contexto político, referindo-se geralmente aos esforços patrocinados por governos e partidos políticos. Uma manipulação semelhante de informações é bem conhecida, a publicidade, mas normalmente não é chamada de propaganda, ao menos no sentido mencionado acima.
 
Publicidade é uma atividade profissional dedicada à difusão pública de idéias associadas a empresas, produtos ou serviços, especificamente, propaganda comercial.

Publicidade é um termo que pode englobar diversas áreas de conhecimento que envolvam esta difusão comercial de produtos, em especial actividades como o planeamento, criação, veiculação e produção de peças publicitárias. Mas estudos mostram uma tabuleta em argila encontrada por arqueólogos, a qual continha inscrições babilónicas, anunciando a venda de gado e alimentos, demonstrando que já se utilizava,algum tipo de publicidade na antiguidade. Foi, porém, após a Revolução Francesa (1789), que a publicidade iniciou a trajectória que a levaria até ao seu estádo actual de importância e desenvolvimento. Hoje, todas as actividades humanas se beneficiam com o uso da publicidade: Profissionais liberais, como médicos, engenheiros, divulgam por meio dela, os seus serviços; os artistas anunciam as suas exposições, os seus discos, os seus livros, etc…, a própria ciência vem utilizando os recursos da publicidade, promovendo as suas descobertas e os seus congressos por meio de cartazes, revistas, jornais, filmes, Internet e outros.

 
Retirado de Wikipédia
 
 
 

Somos todos os dias bombardeados com centenas de apelos publicitários, sob a mais variada forma e feitio. Muitas vezes, quase sem darmos conta a nossa atenção desvia-se nesse sentido. O volume e as técnicas publicitárias estão de tal modo desenvolvidas que dificilmente conseguimos filtrar os conteúdos de forma a que o nosso consciente distinga aquilo que é propaganda, do que é informação.

Ao acordarmos, assim que ligamos o rádio, começamos a ouvir spots publicitários, quando nos vestimos nem sequer damos conta de quantas vezes a roupa de que dispomos foi escolhida sob influência desta ou daquela marca, desta ou da outra campanha, mesmo que a nossa opção tenha sido a de uma indumentária mais simples ou descontraída, ela chegou até nós debaixo de uma promoção cuidada e intensiva, e a isso chamamos moda. A lenga-lenga continua dentro do carro a caminho do emprego. Se a nossa opção for a de utilizar um transporte público, a situação mantém-se sob a forma de cartazes colocados dentro do autocarro, do metro ou do comboio, anunciando isto ou aquilo, este ou o outro serviço, e ai dentro tudo se publicita desde o iogurte ao seguro para a moto, de bolachas saborosíssimas a cartões de crédito. Dependendo do tipo de actividade de cada um, a publicidade continua a fazer efeito, pressionando-nos muitas vezes inclusivamente na tomada de decisões importantes. A hora de almoço chega e com ela quantas vezes a deslocação a um estabelecimento de que se ouviu falar na TV? E a escolha daquilo que comemos? Não será em muitos casos motivada pela pressão publicitária? Mesmo quando se trata de produtos naturais, ou ditos naturais a nossa vontade básica deixa de se sentir. A tarde prossegue e dá-se uma vista de olhos no jornal, aí nem é bom falar de quantas páginas adquirimos exclusivamente dedicadas aos classificados. Ao abrirmos a nossa caixa de correio electrónico desesperamos porque metade das mensagens são SPAMS, mas antes de acedermos ao nosso correio tivemos já que passar por uma série de adweres, malaweres, spywerws e mais não sei o quê que se nos enfiam nos olhos sem querermos. O nosso serão em casa é cada vez mais perturbado quer por publicidades directas e intermináveis na televisão, quer por programas patrocinados que nos conduzem sempre ao mesmo objectivo; o consumo fácil. Se optamos por “dar uma volta” na net e ver o que se passa ao nosso redor, estamos sempre acompanhados por publicidade, propaganda, campanhas disto ou daquilo. Os apelos sucedem-se e sem querer acabamos por formar opinião subjectiva sobre algo, até porque estamos demasiado cansados a essa hora para podermos discernir melhor.
No nosso meio têm-se sucedido as campanhas de solidariedade. Foi sempre quase natural entre nós participarmos em causas humanitárias. Muitos são os Motociclistas que se envolvem generosamente (ou não) em acções que vão desde as dádivas de sangue, a entrega de presentes a crianças durante o Natal, a recolha de alimentos, de medicamentos, cobertores (como nós), de solidariedade para com esta ou aquela situação de maior ou menor carência. O bom coração que nos caracteriza, impele-nos a participar em muitas destas causas de forma generosa, quantas vezes sem se ter o cuidado de questionar qual a verdadeira situação, que tipo de bens são recolhidos, qual a dimensão da necessidade em causa, quem procede à gestão dos fundos e recolhas efectuadas. De todos os modos, lá dizia o Cristo há dois mil anos; “Que a tua mão esquerda não saiba aquilo que a direita dá”.
Este principio estará, quanto a mim correcto sempre que falarmos de acções em que participemos ou de bens que doamos de forma a que não nos façam falta, que sejam supérfluos, para nós desnecessários e que possam ter utilidade para outros noutras circunstâncias. O problema é que para existir solidariedade motociclista, é fundamental existirem motociclistas, organizações que os representem, estruturas sólidas e disponibilidade para se iniciar uma acção. Ora actualmente aquilo a que assistimos, e não é necessário correr muito o país, é um constante e acentuado agravamento das condições de vida dos portugueses e consequentemente dos Motociclistas. Desta forma, espero não ter que assistir um dia a acções provenientes desta ou daquela instituição, de forma a ajudar os motociclistas que atravessem dificuldades para se deslocarem de moto e manterem o seu estatuto. Entendo que deverá existir, em consequência dos tempos que atravessamos, mais solidariedade interna do que externa. Quero eu dizer com isto que se não tivermos cuidado em nos mantermos com condições dignas de sermos EFECTIVAMENTE Motociclistas, corremos o risco de enfraquecer, diminuir em quantidade, mas pior que tudo em qualidade. E ao atingirmos uma situação dessas parece-me claro que irá ser mais difícil encetar acções de solidariedade e com isso será mais difícil ser útil aos outros. Desta forma alerto os companheiros para a necessidade de em primeira instância serem solidários entre si, ajudando aqueles que muitas vezes não podem em determinados momentos honrar os seus compromissos para com a comunidade motociclista e quantas vezes estes elementos estão ao nosso lado, no nosso grupo ou moto clube ou são companheiros com quem vamos partilhando as nossas vidas.
No ano passado o Grupo Motociclista DOG iniciou uma campanha de recolha de cobertores usados destinados aos sem abrigo. A recolha saldou-se na entrega de 143 peças aos destinatários. Embora o tipo de artigos que recolhemos sejam, e apenas assim o aceitamos, peças já sem qualquer utilidade que na maior parte dos casos terminaria os seus dias dentro de um contentor do lixo. Para nós o valor dessas peças aumenta imensamente cada vez que conseguimos entregar um cobertor aos irmãos que têm apenas como lar a rua. No decorrer deste ano a nossa campanha, que se mantém, encontra-se menos activa. Não porque a nossa vontade seja a de desistir ou baixar os braços, mas sim porque sabemos que os tempos que correm são de contenção e de poupança para muitos e para nós também.
É que para além da simples recolha destas peças, existe todo um trabalho em seu redor que inclui transporte, armazenamento, lavagem e tratamento das peças, o qual temos suportado financeiramente de forma directa e pessoal, é esta a nossa parte no processo e é assim que trabalhamos, enquanto pudermos e soubermos.
Desta forma, entendemos que é cada vez mais difícil quer a nós, quer a vós participar como desejaríamos. De qualquer dos modos estamos sempre abertos à vossa generosidade e sempre que tenham um cobertor velho, por favor se não o conseguirem encaminhar até nós, entreguem a uma instituição de apoio aos sem abrigo ou em último caso poderão fazer uma doação directa a um desses nossos irmãos menos afortunados, vai ver que será recompensado…e muito!
 
uma boa quarta feira para todos
 
Alfredo Nobre, membro DOG 003

 


 

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publicado por Cavalo Alado às 00:19
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