Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

SABUGAL

 

Como não poderia deixar de ser, um dia teria que dedicar este espaço a um Grupo da minha terra e a este pequeno (grande) cantinho de Portugal, de onde me orgulho de ser natural!. O Sabugal!
 

Desta vez o Grupo Motard eleito para figurar nesta rúbrica é o "Grupo Motard "Motores Endiabrados" sediado no Concelho do Sabugal e que conta já com alguns anos de existência, bem como de uma boa experiência na realização de eventos. Desta vez irá organizar o seu habitual Convivio Motard durante os dias 18 e 19 de Outubro. A todos os que se desloquem aqui ao Sabugal desejo boas curvas...aos "Motores Endiabrados" votos de muito exito para a realização desta simpática iniciativa.

 

 

 

 

 

 

 

 

SABUGAL

 

Brasão

 

 

Brasão: Escudo de vermelho, castelo de prata entre dois sabugueiros de verde, floridos de prata; campanha diminuta de prata e azul de três tiras ondadas; em chefe, duas chaves de ouro, postas em aspa. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco, com a legenda a negro: “Sabugal”.

 

000f4b37HISTÓRIA

 

Castelo do Sabugal       O Concelho do Sabugal integra-se na ampla unidade geográfica do Alto Côa, correspondente às terras irrigadas pelas linhas de água afluentes do curso superior deste rio. A região tem vindo a revelar indícios de importante ocupação humana, desde a Antiguidade, apesar das suas condições naturais não serem as mais propícias ao assentamento populacional, pelo rigor do seu clima.

      Os vestígios mais antigos identificados neste território recuam ao Neolítico e ao Calcolítico. Desde as referências às desaparecidas antas de Ruivós, Aldeia da Ribeira e Bendada, e a recentemente descoberta em Sacaparte (Alfaiates), às escavações realizadas no centro histórico do Sabugal (onde se obteve cerâmica com decoração penteada e picotada, artefactos lascados de sílex, machados e enxós, e um machado de cobre) e no habitat das Carvalheiras (Casteleiro), cujas datações de C14 provenientes de amostras aí obtidas proporcionaram uma datação rigorosa de meados do III milénio a.C., possuímos uma ampla panorâmica da presença das primeiras comunidades humanas na região.

      A ocupação humana foi pródiga sobretudo na Idade do Bronze, à qual são atribuídos diversos povoados de altitude e inúmeros achados avulsos. Em Vilar Maior, no Sabugal, na Serra Gorda (Águas Belas), no Castelejo (Sortelha), no Cabeço das Fráguas (Pousafoles do Bispo), em Caria Talaya (Ruvina), em Vila do Touro, e em muitos outros topos de cabeços da região ocidental do Alto Côa, habitaram diversas comunidades pastoris, agrícolas e mineiras. A riqueza destas terras em mineração de estanho e cobre (matéria indispensável para a produção do bronze) consolidou a importância regional do Alto Côa. Deste período conhecem-se as mais belas peças arqueológicas, como as estelas decoradas dos Fóios e do Baraçal; a espada de Vilar Maior; os machados da Quarta-Feira, Soito e Lageosa da Raia e, recentemente, as gravuras rupestres de arte esquemática de Vilar Maior.Seteira

      As comunidades da Idade do Ferro também ocuparam diversos relevos, deixando-nos vestígios dos seus povoados fortificados. Para além dos mais conhecidos castros da Serra das Vinhas (Penalobo), dos Castelos de Ozendo (Quadrazais), do Cabeço de São Cornélio (Sortelha) e da Serra da Opa (Casteleiro), destacam-se o Sabugal Velho (Aldeia Velha) e o próprio Sabugal. Desde cedo aqui terão existido dois povoados centralizadores de toda a região superior do Vale do Côa, seguramente devido à sua posição estratégica no território, onde as escavações revelaram uma grande riqueza material: artefactos metálicos e líticos, cerâmicas, contas de pasta vítrea e estruturas habitacionais circulares e rectangulares.

      Os romanos ocuparam, no final do séc. I a.C., o vale superior do rio Côa de forma militarmente planificada, através da força dos seus exércitos, ocupando o território por meio de guarnições em pequenos assentamentos militares que, nesta região, poderiam ter existido na actual freguesia de Aldeia de Santo António ou em Alfaiates. Nesta última povoação foi encontrada até uma inscrição do Imperador Augusto que parece testemunhar um marco militar, dado que a sua cronologia é bastante recuada.

      São conhecidas numerosas estações arqueológicas da Época Clássica pelo restante Alto Côa, e alguns materiais, que demonstram a potencialidade da romanização desta região: aldeias, vici, villae, granjas e casais; calçadas e miliários. Destacam-se entre estes testemunhos romanos, a enorme quantidade de epígrafes votivas e funerárias que revelam a enorme aculturação romana da população indígena local.

      Torre do Relógio Os dados históricos escasseiam com o declínio da civilização clássica e são raros os vestígios da passagem dos suevos, visigodos e árabes. Apenas alguns topónimos persistem na paisagem. Entre eles teríamos de destacar o cabeço de Caria Talaya (‘pousada-vigia’) e até o próprio nome de Alfaiates (possivelmente oriundo de Al-haet = ‘muralha’).

      Os episódios históricos que ocorreram no Alto Côa tornam-se mais conhecidos com o início da reconquista cristã da Península Ibérica e a formação da nacionalidade por D. Afonso Henriques. Durante o seu reinado, o território foi consideravelmente alargado até ao rio Tejo, tendo o vale superior do rio Côa sido abrangido pelo seu esforço militar.

      Mas, nos finais do séc. XI, a nova investida Almorávida voltou a criar uma desestabilização e desagregação, rompendo o equilíbrio instaurado na região. Serão as comunidades leonesas, mais tarde, que irão, pouco a pouco, retomando estas terras do Alto Côa, repovoando-as e dando-lhe o ordenamento administrativo necessário. Os primeiros burgos desta região, logo após a reocupação, eram constituídos por comunidades autóctones e gentes oriundas do norte da Península, procurando novas terras.

      Assim, pelos finais do séc. XII, Afonso IX de Leão desanexa uma extensa área do termo de Ciudad Rodrigo e funda aí um novo concelho, escolhendo para sua sede a povoação do Sabugal. No seu termo integravam-se diversas aldeias que começavam a afirmar-se na região, como por exemplo Alfaiates, Vilar Maior, Caria Talaya e o Sabugal Velho.

      Um testemunho vivo do urbanismo, arquitectura e quotidiano das sociedades que aqui habitavam, neste período de domínio leonês, encontra-se no Sabugal Velho, cujo primitivo nome é ainda desconhecido. Com a sua intrincada linha dupla de muralhas, o seu urbanismo ortogonal, a importância da sua economia mineira e os seus vestígios materiais (cerâmica comum doméstica, mós circulares, ferragens, moedas, contas de colar e fivelas de cinturão), seria seguramente um dos centros populacionais mais importantes da região.Rio Côa

      Do lado português, a coroa e os municípios da Guarda e da Covilhã trataram também de alargar o território para sul, retomando terras aos mouros, como repovoando as terras mais ermas e ocupando territórios de posse indefinida com Leão. D. Sancho I fomenta o povoamento do novo lugar de Sortelha (retirado do termo da Covilhã), e mais tarde, o seu neto D. Sancho II outorga-lhe carta de foral (1229), passando a ser o concelho português confinante com o Sabugal leonês.

      Mais a norte, em 1215, forma-se outro município português na margem esquerda do Côa, quando o concelho da Guarda concede aos Templários as terras de Touro, de forma a defendê-las e repovoá-las. Será o mestre da Ordem do Templo, D. Pedro Alvito, a conceder-lhe o foral em 1220, criando, desta forma, uma zona tampão nas terras de fronteira com Leão.

      Para fazer face a este castelo de Vila do Touro, o monarca leonês promoveu, do seu lado, a construção de uma fortaleza num cabeço sobranceiro à margem direita do rio Côa, denominado de Caria Talaya (Ruvina). Aí fundou-se uma povoação, já desde os inícios do séc. XIII, que esteve para ser sede de concelho, mas que foi abandonada por volta do séc. XIV e as suas muralhas nunca foram concluídas (tal como a fortaleza de Vila do Touro), pois deixou por essa altura de ter importância estratégica e militar, com o avanço da fronteira para leste.

      O grande termo do Sabugal começou a ser espartilhado, na 1ª metade do séc. XIII, por dois outros concelhos recém-criados: a povoação de Alfaiates terá retirado o seu alfoz do Sabugal e delimitado o seu território, já antes de 1219; e Vilar Maior terá recebido Carta de Povoamento (retirando o seu alfoz, por sua vez, de Alfaiates), por volta de 1227.

       D. DinisEstes três concelhos da margem direita do rio Côa serão integrados no território português em 1296, após uma investida militar que D. Dinis efectua por estas terras, até Ciudad Rodrigo, justificando a legítima e ancestral posse destas terras, desde os tempos de Afonso Henriques. Esta desavença será sanada apenas com a assinatura do Tratado de Alcanizes entre D. Dinis e D. Fernando IV de Leão e Castela, em 1297. Com este acordo, a coroa portuguesa fica com a posse legítima e perpétua de todas as terras de Riba-Côa, sendo criado um novo limite fronteiriço que, praticamente, se manterá até aos nossos dias.

      A partir de aqui, todo o vale superior do rio Côa e parte das terras baixas do Casteleiro e Bendada, serão divididas por cinco Vilas, sedes de concelho, guarnecidas de muralhas e castelos, cujo principal fomento de construção e reforma se deve ao rei D. Dinis e seus descendentes.

      No final do século XIV, Riba-Côa é afectada pelas guerras fernandinas (1373-1383) e pela consequente luta pela restauração da nacionalidade (1383-84), sendo palco das invasões castelhanas e da tomada dos seus castelos. O Sabugal terá sido uma das últimas praças a ser devolvidas por Castela, já em 1393, depois do Tratado de Lisboa entre as duas coroas.

      Nova e importante intervenção régia se faz sentir nesta região, mais tarde, com D. Manuel. Deve-se a este monarca, uma das maiores reformas políticas e administrativas dos cinco concelhos do Alto Côa. Em 1510, procede à concessão de novos forais a Sortelha, a Vila do Touro e a Vilar Maior e, posteriormente, em 1515, ao Sabugal e a Alfaiates. Nos seus castelos empreende reformas de melhoramento, ampliação e adaptação aos novos sistemas de artilharia militar do século XVI. Nestas localidades ainda é possível admirar os antigos Paços de Concelho, cadeias e respectivos pelourinhos, datados em grande parte deste período, que reflectem a pujança destas Vilas.Castelo

      O território estava também, todo ele, estruturado ao nível das vias de comunicação. Estes eixos ligavam a região à Guarda, a Salamanca, a Belmonte, à Covilhã e a Penamacor. A sua passagem sobre os rios e ribeiras era marcada pela construção de pontes de pedra, pontões e poldras. Algumas pontes podem ter origem romana, como a de Alfaiates (já desaparecida), a do Sabugal e a de Aldeia da Ponte. Outras serão de época medieval e moderna, como a de Vilar Maior e a de Sequeiros (única pelo seu torreão construído no séc. XVII, situada no local de passagem de uma via sobre o Côa).

      Lembramos ainda a grande repercussão político-militar que se deu nesta região durante as Guerras de Restauração contra Espanha (1640-1668), que exigiu a reorganização do exército português e a reconstrução de fortalezas, até à assinatura do tratado de paz definitivo. Este conflito causou danos e mortandades no Alto Côa durante quase três décadas. Muitas povoações ribacudanas foram até incendiadas pelos castelhanos.

      Próximo a Alfaiates, encontram-se as ruínas do antigo Convento de Sacaparte, de fundação no século XVIII, pertencente à Congregação dos Clérigos Agonizantes da Tomina, ligados à assistência aos enfermos, dadas as propriedades curativas das suas águas. Em Aldeia da Ponte, para além de um cruzeiro setecentista, situa-se também o Colégio dos Marianos. Estes dois imóveis revelam a importância das tradições religiosas e do estabelecimento de algumas ordens monásticas em Ribacôa, seguramente associadas à passagem de algumas grandes vias pela região.

      No âmbito da Guerra Peninsular (1807-1814), esta região foi palco da travessia das tropas francesas de Napoleão. Na derradeira invasão napoleónica ao território português, na tentativa frustrada de conquistar Lisboa, após a retirada, as tropas francesas sofreram uma pesada derrota infligida pelas tropas luso-inglesas já nas proximidades do Sabugal, na Batalha do Gravato (1811). Pelo caminho, a enorme massa de soldados esfomeados iam delapidando as aldeias dos seus bens e habitantes.Castelo

      Nos meados do século XIX, a reforma administrativa de Mouzinho da Silveira dividiu o território nacional em províncias, comarcas, concelhos e freguesias. Esta política provocou no Alto Côa a extinção dos concelhos de Alfaiates e Vila do Touro em 1836, e de Sortelha e Vilar Maior em 1855, sendo todos integrados no grande concelho do Sabugal. Este município passou a ter 40 freguesias, com outras numerosas pequenas povoações e quintas. Os Paços de Concelho destas antigas Vilas foram então convertidos em escolas públicas, e as prisões fechadas, como foi o caso de Vilar Maior e Sortelha, mantendo-se, porém, os monumentos representativos da sua primitiva municipalidade – património classificado da nossa região.

 

Fonte Câmara Municipal de Sabugal

 

 

000f4b37CASTELO DE CINCO QUINAS

 

Castelo do Sabugal

 

000f4b37TRADIÇÃO ÚNICA...

 

Tourada única no mundo...Ao forcão rapazes!!!!

 

 

Gente única!! 

 

000f4b37PATRIMÓNIO ÚNICO...

 

Um Castanheiro na Vila do Soito

  

Sortelha!!!

 

Alfaiates!

 

Vilar Maior

 

Sacaparte

 

Vila do Touro

 

Rio Côa

 

Vale de Espinho, viveiro de trutas  

 

000f4b37NATUREZA ÚNICA...

  

  

      Grifo                                              Lince Ibérico

 

 

  

Javali                                                  Truta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 


publicado por Cavalo Alado às 00:10
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