Terça-feira, 16 de Agosto de 2011

BLACK SABBATH 1ª Parte

 

BLACK SABBATH

PRIMEIRA PARTE

 

 

 

Os Black Sabbath são uma banda de heavy metal formada no ano de 1968 em Birmingham, Reino Unido. A sua formação original é composta por Ozzy Osbourne (voz), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria). Posteriormente, houve numerosas mudanças na banda, e Iommi tem sido o único componente fixo. Embora às vezes, sejam classificados como uma banda de hard rock (Butler define o seu estilo como blues pesado e distorcido), Os Black Sabbath são considerados os pioneiro e também um dos primeiros grupos a tocar o estilo heavy metal ao lado de Led Zeppelin, UFO e Deep Purple e também contribuíram muito para o desenvolvimento deste tipo de gênero. Desde da sua formação, foram vendidos mais de cem milhões de cópias dos álbuns.

 

Bill Mueller | The Observer - Sweetleaf

 

História

 

(1966-1970) Das origens à estreia

 

Black Sabbath 1969

 

O embrião dos Black Sabbath surgiu no ano de 1966 em Aston, uma localidade de Birmingham, Inglaterra. A história começou quando o guitarrista Anthony "Tony" Iommi e o baterista William "Bill" Ward (ambos do grupo Mithology) leram numa loja, o anúncio de um cantor que foi à procura de músicos para formar uma banda. O cantor era John "Ozzy" Osbourne que estudou na mesma escola que Iommi. Iommi e Ward foram para casa de Ozzy e decidiram formar um conjunto musical. Osbourne levou ao grupo, outros dois músicos que tinham tocado com ele na banda Rare Breed: os guitarristas Terence "Geezer" Butler e Jimmy Phillips.

Mais tarde, Butler assumiu o papel de baixista, e foi também assoldato pelo saxofonista Alan "Aker" Clarke. A banda escolheu o nome inicialmente de Polka Tulk Blues Band e encurtado depois para Polka Tulk, e começou a construir um repertório, principalmente blues. Mais tarde, Clarke e Phillips saem do grupo e o restante dos membros decidiram alterar a denominação para Earth. A formação exibe-se em vários locais, tocando covers de Jimi Hendrix, Blue Cheer, Cream e The Beatles, e esculpiu o primeiro demo em 1968. É recolhido algum êxito no espaço de "pubs" britânicos e permitiu que o grupo a fazer o nome no exterior, graças a gerente Jim Simpson.

Após um curto período, o nome da banda foi mudado porque havia outro grupo denominado Earth. A escolha do nome, mais tarde, veio à ideia de Butler, um grande fã dos romances de "magia negra" e "terror" de autores como Dennis Wheatley. Butler tinha visto o filme de terror italiano do diretor Mario Bava, I Tre Volti Della Paura (As Três Faces do Medo) de 1963, mas exibido com o nome de Black Sabbath na Inglaterra e EUA e escreveu uma canção que incorpora o título do filme. Isto tornou-se o novo nome do grupo.

O novo nome é acompanhado por uma transição para um novo som blues, em primeiro lugar com elementos do folk e, em seguida, com cada vez mais fortes e tons escuros até que a crítica os denomina como pioneiros do heavy metal. O primeiro contrato que a banda assinou foi com a Fontana Records e, mais tarde, com a Vertigo. No dia 13 de Fevereiro de 1970, foi publicado o álbum de estreia da banda, intitulado simplesmente de Black Sabbath.

 

 

 

(1971) O período "clássico"

 

Black Sabbath 1971

 

O primeiro trabalho, Black Sabbath, foi um grande sucesso (oitavo lugar nas classificações inglesas) devido, em grande parte, à atmosfera histórica de composições como "Black Sabbath", "The Wizard" e "N.I.B.". O disco, para muitos, foi a inauguração de um rock mais original, tanto no sentido sonoro, mais pesado, denso e distorcido; como no que se refere às letras. Deep Purple e Led Zeppelin, outras bandas influentes do heavy metal da época, tinham um som mais melódico e mais próximo a outros estilos como o blues, folk e o rock n' roll. A música do Sabbath a princípio tinha características semelhantes, mas com o tempo a banda investiu num som mais pesado e com temáticas mais obscuras, com referências explícitas a "demônios" e temas envolvendo ocultismo, que era uma novidade geradora de polémica nessa época.

Embora essa espécie de temática pudesse ser eventualmente observada em trabalhos de outros grupos, como os Beatles e os Led Zeppelin, os Black Sabbath, graças à sua persistência nessa proposta, foram em grande parte os responsáveis por um estereótipo que se perpetuou no universo do heavy metal. Este tipo de proposta levou a banda a sofrer numerosas críticas; os mais conservadores acusavam-nos de promover o "satanismo" e isso costumava alimentar reprovação de grande parte da opinião pública. No entanto, essas polémicas só contribuíram para aumentar o sucesso que os Black Sabbath conquistaram com a sua grande audiência de jovens.

O álbum seguinte, Paranoid, até hoje o maior sucesso comercial do grupo, é o marco inicial do heavy metal (primeiro no top inglês; sete discos de platina e um de ouro), é considerado de grande importância para as bases do heavy metal. O trabalho angariou para os Black Sabbath milhares de fãs em todo o mundo, graças a canções como "Paranoid", "Iron Man", "Electric Funeral" e "War Pigs". Com este trabalho, o grupo foi além da atmosfera sombria das músicas e abordou temas como a guerra do Vietname, com temas mais maduros. "War Pigs", por exemplo, é uma crítica aos políticos considerados responsáveis pelos horrores da guerra e "Iron Man" tem um texto puramente de ficção ciêntifica.

Em 1971, o grupo publicou o terceiro álbum, Master of Reality, de sucesso notável. Provavelmente foi o álbum mais obscuro e introspectivo da banda. Este trabalho, junto com Black Sabbath e Paranoid, é considerado o álbum que inspirou o boom do metal. Para além de canções do estilo Sabbath como "Children of the Grave" e "After Forever"(curiosamente acusada de blasfêmica, apesar de ter uma forte inspiração cristã), o álbum é conhecido, sobretudo, pelas suas estilísticas "alegações" (encontradas em canções como "Sweet Leaf", "Lord of This World", "Solitude" e "Into the Void"), que serviram de base para bandas como Saint Vitus e Candlemass.

Nota-se que o disco possui uma inovação particularmente interessante: Iommi, na verdade, toca com a guitarra em dó sustenido (um tom e meio abaixo da afinação tradicional), assim como Butler no baixo. Essa mudança, segundo declaração do guitarrista, foi feita por dois motivos: para se adaptar ao estilo vocal de Ozzy e para dar um som mais pesado à sua música (mais tarde, a partir do álbum Heaven and Hell, a guitarra e o baixo são afinadas em ré sustenido). Devido a isso, os Black Sabbath talvez tenham inaugurado a chamada "limitação": uma prática que se tornaria quase uma norma para muitos grupos de rock e metal.

 

Sobre a grande importância dos Black Sabbath até aos dias de hoje, o vocalista dos Type O Negative, Peter Steele declarou:

 

            Na minha opinião, os Black Sabbath são aqueles que deram à luz aquilo que, geralmente, se considera o heavy metal, e não há uma banda na actualidade que não tenha influência, de qualquer forma, do grupo do Tomy Iommi.

— Peter Steele, líder dos Type O Negative

 

(1972-1975) Ensaios

 

Black sabbath 1972

 

O álbum seguinte, Black Sabbath Vol. 4 de 1972, revelou a primeira de várias alterações no som da formação, devido a uma clara influência do rock progressivo. Um dos pontos fortes do álbum é a balada "Changes", onde Osbourne canta acompanhado por piano e cordas. A canção é um exemplo de como os sons da formação evoluiram, contudo temas como "Tomorrow's Dream", "Snowblind" e "Supernaut" ainda mostram o seu lado musical mais profundo.

Em 1973, a banda publica Sabbath Bloody Sabbath, álbum com a atmosfera caracterizada pelo rock progressivo ainda mais visível. Também conta a presença de Rick Wakeman dos Yes que apareceu nos teclados, como membro externo. Entre os temas mais nitidamente progressistas podemos citar "Spiral Architect" e "A National Acrobat", mas ainda faltavam os "clássicos", com uma boa formação de "Sabbath Bloody Sabbath" e "Killing Yourself to Live". O disco foi outro grande sucesso e considerado um ponto importante na carreira artística da banda.

Neste período, houve uma série de acontecimentos na banda. Todos os membros tiveram sérios problemas de dependência de drogas,em especial Osbournee Ward que, após a admissão do cantor, fizeram uso de LSD todos os dias por mais de dois anos. Uma mudança de editora (da Vertigo para a Warner) tinha atrasado o lançamento do seu novo álbum, Sabotage, publicado somente em 1975. Do ponto de vista musical, o álbum é um dos mais variados do grupo, alternando as canções de heavy metal como "Hole in the Sky" e "Symptom of the Universe", com o canto gregoriano de "Supertzar", e sons de pop rock de "Am I Going Insane (Radio)".

 

 Black Sabbath 1975

 

(1976-1979) O declínio e a despedida de Osbourne

 

O álbum seguinte, Technical Ecstasy de 1976, foi alvo de acesos debates entre os seus adeptos, devido a um som mais flexível com a presença de maestro e sintetizadores musicais. Embora alguns considerem positivamente o disco classificando-o como muito ambicioso e inovador, não impediu a desilusão dos fãs do estilo inicial do grupo.

Em 1977, após a turnê de Technical Ecstasy, Osbourne abandonou o grupo, na consequência de tristes vicissitudes pessoais, devido à morte do seu pai, para além dos problemas derivados da sua dependência de álcool e drogas já irreparável. Os restantes membros do grupo chegaram a ensaiar durante alguns meses com o cantor Dave Walker (ex-Fleetwood Mac), seguido pelo momentâneo regresso de Osbourne para o item de 1978, o álbum Never Say Die!.

Este trabalho segue as pegadas do álbum anterior, com sons electrónicos e experimentais (Don Airey nos teclados). Em qualquer caso, a resposta do público foi relativamente negativa, apesar de apresentar boas músicas como "Junior's Eyes" e "Hard Road", foi considerado como um dos piores da formação, sendo a faixa-título, a única a desfrutar de uma boa aceitação entre os seus fãs.

Em 1979, devido ao irreversível conflito com outros membros da banda, Osbourne foi despedido pela sua tendência para o abuso de drogas e álcool. Após a saída de Osbourne, o grupo não apresentou uma formação sólida, atingindo muitas vezes, o ponto de instabilidade e assolando vários músicos durante a sua próxima carreira.

 

Black sabbath 1978

 

(1980-1982) Os Black Sabbath com Ronnie James Dio

 

A despedida de Ozzy Osbourne, no entanto, preocupou a banda, pois ele contribuira muito para o desempenho das canções e acima de tudo era um grande animador do público durante os concertos ao vivo, encontrar um substituto digno foi difícil. Após a sua saída, foi substituído por Ronnie James Dio, ex-vocalista das bandas Elf e Rainbow.

O primeiro álbum com Dio, Heaven and Hell, foi um grande sucesso, permitindo que o grupo voltasse aos tops, e nas vendas foi o melhor resultado da banda desde 1975, com as canções "Neon Knights", "Heaven and Hell", "Die Young" e outros que se tornaram peças significativas de sua discografia. O álbum também foi marcado pela entrada de Geoff Nicholls nos teclados. Embora nem sempre seja reconhecido como um membro oficial do grupo, Nicholls teve, desde então, indiscutível influência sobre o grupo, e mesmo ao nível da composição de musicas.

A turnê do disco revelou, muito mais tarde, também sobre o carisma do novo cantor, a sua excelente voz e talento. Também durante o tour, Bill Ward teve que sair por razões pessoais (seus pais morreram, um após o outro, com grandes problemas com álcool), e foi concluída por Vinny Appice (irmão de Carmine Appice, famoso baterista de Vanilla Fudge, Rod Stewart e King Kobra).

Foi durante esta excursão que Dio fez o famoso gesto de "chifres", posteriormente adaptado como uma espécie de "sinal de reconhecimento" pelos amantes do metal. No entanto, a paternidade deste gesto é o tema do debate, uma vez que também foi reivindicada por Gene Simmons dos Kiss. No entanto, os críticos argumentam que este não foi introduzido na música, ou por Dio ou por Simmons, mas pelos Beatles em 1967. Na verdade, as imagens promocionais do filme animado Yellow Submarine mostram John Lennon, com o gesto em cena. É também visível na capa do disco, onde Lennon mostra os chifres atrás de Paul McCartney. Além disto, Dio disse ter aprendido este gesto com sua avó, que o ensinou a fazer, para evitar o mau-olhado.

Voltando à arte da banda, Tony Iommi e os membros, com a ajuda de Appice, gravaram o álbum posterior, Mob Rules em 1981, um sucesso que também confirmou o novo estilo adquirido dos Sabbath, graças às duas composições técnica de Dio. A faixa-título do álbum foi escolhida para a trilha sonora do filme Heavy Metal.

A saída e a rápida propagação do bootleg ao vivo, Live at Last (gravada pelo grupo com Ozzy, numa turnê de 1973), convenceu o grupo a responder com um álbum ao vivo "oficial". Live Evil (1982) que concentra a maior parte das canções mais famosas do grupo (desde Black Sabbath até Mob Rules). Esta edição, no entanto, trouxe novos problemas: Iommi e Dio deram azo a debates acalorados no que se refere à mistura de sons, o que levou o cantor a deixar a banda, levando com ele, Appice.

 

Black Sabbath em 1980, já sem Ozzy Osbourne

 

(1983-1984) Os Black Sabbath com Ian Gillan

 

A saída de Vinny Appice e de Ronnie James Dio, gerou uma instabilidade na banda. Para a função de baterista foi contactado, Cozy Powell, mas a resposta foi negativa. Esta lacuna foi preenchida pelo oportuno regresso de Bill Ward, porém encontrar um novo vocalista foi mais difícil do que o esperado. Foram adicionados Nicky Moore dos Sanson e John Sloman de Lone Star, mas não aceitaram. Iommi queria ter David Coverdale dos Whitesnake na sua banda, mas o cantor recusou a proposta.

Assim, a busca realizada por Iommi e Butler é orientada para Ian Gillan (ex-Deep Purple), que naquele momento estava livre de qualquer compromisso, devido ao problema com a sua voz. Os contactos entre as duas partes são representados por uma anedota bastante bizarra. Gillan disse que recebeu um telefonema de Iommi que pediu para se encontrar para terem uma conversa. Os dois encontraram-se num pub chamado The Bearem Woodstock. Umdia depois, Gillan fica confuso, porque tinha bebido álcool no dia anterior, e recebeu um telefonema do seu gerente, Phil Banfield, que lhe disse para se encontrar com os Black Sabbath para conversar com eles e aceitar a oferta de tornar-se no seu novo vocalista.Na verdade, Gillan tinha já feito essa escolha, em estado de embriaguez e não se lembrava de nada.

Com Gillan, como vocalista, foi possível a realização de Born Again (1983), álbum muito mais maciço do que os produzidos com Ozzy e Dio, que, embora amaldiçoado pelos críticos que o pontuaram com um 1,5 em cinco pontos no AMG, registou um sucesso significativo de vendas e alcançou o quarto lugar nas classificações inglesas, colocando assim canções como "Disturbing the Priest" e "Zero the Hero", pelo menos para os fãs do álbum, no patamar de clássicos da banda. Este trabalho, como os do período de Ozzy, suscitou grande controvérsia, gerida pela P.M.R.C.. A canção "Trashed" foi criticada por incitação para o abuso do álcool que foi incluído em numa lista chamado de "Quinze Asquerosas" para designar as quinze canções mais escandalosas da música contemporânea. Gillan irá responder a estas acusações, dizendo que a canção fala de si próprio, quando conduzia o seu carro por Bill Ward em estado de embriaguez fora do estúdio de gravação, terminando a viagem num canal comk o carro destruído e colocando a sua vidaem perigo. Alémdisso a capa escolhida para o álbum foi intensamente criticada, com o próprio Gillan dizendo que a detesta, e também afirmando que ao ver a capa do álbum, simplesmente pegou no resto que tinha recebido em numa caixa e atirou tudo pela janela.

A associação entre Gillan e os Sabbath foi apelidada, ironicamente por muitos jornais, como "Black Purple", o nome dado pela fusão de Black Sabbath e Deep Purple. Posteriormente foi iniciada a turnê, e Ward retirou-se novamente, e foi substituído por Bev Bevan (ex-Electric Light Orchestra). No final, Gillan volta aos Deep Purple, aquando da nova reunião. 

 

(1985-1986) Instabilidade e disputas

 

Com a saída de Ian Gillan criou-se a necessidade de um novo vocalista. Spencer Proffer, nesse momento, novo produtor da banda, contratou Ron Keel (ex-Steeler e Keel) para uma audiência, mas no final não foi escolhido. A banda desejava o retorno de Ozzy. Outro candidato foi George Criston da banda canadense Kick Axe (outra banda gerida por Proffer).

Mais tarde, David Donato foi apresentado como vocalista oficial do grupo, manteve-se assim por cerca de seis meses, mas não chegaram a fazer um álbum, por causa de sua inesperada demissão. As razões para o seu abandono estão envoltas em mistério, dito que ele foi despedido depois de um "horrível" comunicado para a revista Kerrang!, contudo tudo foi negado. Tony Iommi, numa entrevista, preferiu não dizer nada sobre este acontecimento.

Entre os poucos e raros exemplos dos Black Sabbath com Donato temos o tema "No Way Out", que não é, senão uma primeira versão de "The Shining" (contidaem The Eternal Idol, publicado em 1987). Donato, mais tarde, em 1986, fundou uma banda de glam metal chamada White Tiger, em conjunto com o ex-guitarrista dos Kiss, Mark St. John.

Geezer Butler, após um longo tempo com o grupo, abandona-o e forma uma banda (os "Geezer Butler Band"), mas não grava qualquer álbum. A formação original reúne-se então, temporariamente, durante o evento Live Aid em 1985, festival organizado por Bob Geldof e Midge Ure, onde o grupo partilhou o palco com artistas como os Queen, David Bowie, The Who, Madonna e os U2.

Com a substituição de Donato, finalmente, foi recrutado Jeff Fenholt em 1985. O vocalista que tinha tido uma breve experiência na banda Rondinelli, permaneceu nos Black Sabbath por sete meses, antes de Glenn Hughes tomar o seu lugar. Na sequência de ter tocado na banda Joshua, cujo disco Surrender foi publicado em 1986. Dois anos após a sua partida, quando publicou Seventh Star, Fenholt alegou ter participado na gravação do álbum, apesar de não ser creditado. Com efeito, com Fenholt, foi gravado em 1985, uma demo intitulada Star of Índia, cujas ações serão utilizadas para liquidar a faixa-título. Posteriormente, Iommi chamou vários músicos: além de Geoff Nicholls (agora considerado um membro oficial), chegou Glenn Hughes (ex-Deep Purple e Trapeze), o baixista Dave Spitz e Eric Singer (sucessivamente dos Kiss e, mais tarde, com Alice Cooper) na bateria.

Seventh Star de 1986, era inicialmente um álbum a solo de Iommi, porém, mais tarde, foi publicado por razões contratuais com a empresa discográfica, sob o nome de "Black Sabbath featuring Tony Iommi". Este álbum, marcou ainda mais o início da viragem que começou com Ronnie James Dio, os teclados, que passaram a ser um instrumento fundamental para o seu novo estilo. No entanto, comparado com Born Again, o álbum teve pouco sucesso. Além disso, o trabalho foi objecto de discussão entre Iommi e Fenholt, que alegou ter participado na composição das faixas do disco.

Na fase inicial da turnê de 1986, Hughes deixa a banda, devido a graves problemas com a voz, após receber um murro na garganta do dirigente do grupo, Don Arden, durante uma luta, e foi substituído por Ray Gillen. Entretanto, a carreira a solo de Osbourne andava de velas inchadas (tinha já publicado álbuns clássicos como Blizzard of Ozz e Diary of a Madman).

 

Black Sabbath em 1986, da esq. para a dir.: Dave Spitz (baixo), Hughes, Iommi, Eric Singer (bateria) e Geoff Nicholls (teclados)

 

(1987-1990) A chegada de Tony Martin

 

A preparação para o álbum The Eternal Idol, viu o reaparecimento, como percussionista, do baterista Bev Bevan e o ingresso como baixista de Bob Daisley (que também tocara com Ozzy). Gillen saiu então do grupo e foi substituído por Tony Martin, e foi este o último a interpretar temas escritos originalmente por Gillen no álbum The Eternal Idol, embora entre os coleccionadores, se possa encontrar a versão original cantada por Gillen. A reunião entre o novo vocalista e Iommi ocorreu através do gerente de Martin, antigo companheiro de escola do líder dos Sabbath.

Martin foi muito apreciado, o seu talento foi comparado por muitos com Ronnie James Dio, e participou activamente na elaboração das canções. O álbum tem algumas referências ao passado (a canção homónima relembra os sons escuros de Master of Reality), mantendo o estilo adoptado nos últimos anos (a grande contribuição dos teclados). Contudo este álbum, embora muitos o considerassem de bom nível, não teve o sucesso esperado.

Após o lançamento do álbum, a banda andou novamente à deriva e foi abalada por uma série de saídas; Iommi, Martin e Nicholls tiveram que contratar um novo baixista, (Jo Burt), e um novo baterista, (Terry Chimes dos The Clash), durante a curta turnê promocional, que teve lugar em 1987, quase exclusivamente na Europa.

Apesar destas mudanças em curso, a banda começou a estabilizar em torno das performances de Iommi (agora único membro original), Martin, Nicholls que entrou em seguida (em substituição de Chimes), o baterista Cozy Powell (que já recebera uma oferta de Iommi após a partida de Appice, mas nessa altura não aceitou). Com a adição de Laurence Cottle no baixo, os Sabbath publicam Headless Cross (1989), álbum que recebeu um relativo sucesso, maior do que tinham tido Seventh Star e The Eternal Idol. A partir da canção-título, foi estabelecido um vídeo que foi transmitido durante um certo período na MTV.

Em 1990 (mais uma vez com um novo baixista: Neil Murray dos Whitesnake, que já tocara na turnê de Headless Cross), o grupo consolidou esse "renascimento" com outro álbum, Tyr, que vendeu muito bem e que seguiu em turnê no mesmo ano.

 

(1992-2005) Reuniões

 

Black sabbath 1995

 

Com os resultados alcançados com os álbuns Headless Cross e Tyr, em 1992, Tony Iommi convoca a formação do início dos anos 1980 (do álbum Mob Rules), com Geezer Butler, Ronnie James Dio e Vinny Appice. O álbum que surgiu foi Dehumanizer (1992), foi um trabalho de som áspero que mereceu muito mais do que uma boa aceitação do público e da crítica. A banda preparou uma turnê muito bem sucedida.

Nessa altura, Osbourne anunciou a sua intenção de se retirar do mundo da música com uma turnê (mais tarde, mudou de ideias, e organizou uma nova turnê chamada "Retirement Sucks"), pediu a sua antiga banda que participasse nos últimas dois concertosem Costa Mesana Califórnia, a 14 e 15 de Novembro. Dio não estava de acordo e acabou por sair novamente, em parte, porque o seu contrato expirqava a 13 de Novembro, um dia antes dos dois últimos concertos de Ozzy. Dio, porém, alegou que o real motivo de sua saída foi à existência de divergências com Iommi, como nos tempos de Heaven and Hell e Mob Rules. Para completar a turnê, Iommi chamou à última da hora, Rob Halford dos Judas Priest.

Com a saída de Dio e Appice, a banda chama Tony Martin e Geoff Nicholls e, com o novo baterista, Bobby Rondinelli lançam Cross Purposes que vem com o clássico Cross Of Thorns, acompanhado de Cross Purposes Live, numa caixa de CDs e vídeos, publicada em 1994, e actualmente fora de impressão. Quando abandonou o grupo, Rondinelli foi substituído de surpresa, uma vez que o baterista original, Bill Ward, assumiu tocar as últimas quatro datas da turnê na América do Sul.

Mais uma vez, Ward e Butler abandonaram a banda, e no ano de 1995, regressou a formação do álbum Tyr, com Cozy Powell e Neil Murray, que lançam o álbum Forbidden, o álbum de estúdio mais recente dos Black Sabbath que não tem recebido boa aceitação do público e da crítica. O rapper Ice-T cantou com o Martin, a canção "Illusion of Power". Na turnê, Powell acompanhou apenas as datas da turnê nos EUA, enquanto que na Europa, Rondinelli assumiu o seu lugar.

Em 1996, a Castle Records publicou algumas canções dos álbuns Born Again até Forbidden, na coletânea intitulada de The Sabbath Stones.

Em 1997, Ozzy deu vida ao seu festival Ozzfest. Na última parte do show, Butler e Iommi (e posteriormente, também Ward) apareceram no palco para tocar algumas canções clássicas dos Sabbath. Com a formação original, foi gravado em 1998, o álbum duplo ao vivo, Reunion, composto exclusivamente por temas de Osbourne em versões ao vivo, mas que também incluiu mais duas novas canções de estúdio. Em 2000, a banda foi premiada com um Grammy na categoria "Melhor Desempenho de Metal", graças à canção "Iron Man".

Parecia que a formação ia regressar para a gravação histórica de um novo álbum, mas não terminou oprocesso. A preparação de um novo trabalho registado foi iniciada em 2001, mas, provavelmente, devido às restrições impostas pelos contratos de Osbourne na sua faceta de solista, não houve qualquer resultado. Em 2004, os Sabbath tocaram no Ozzfest (com Adam Wakeman, filho de Rick, nos teclados, substituindo Geoff Nicholls), que celebra o seu trigésimo quinto aniversário, e que também em 2005 participa nalguns concertos na Europa.

 

(2006-2009) Turnês e Processos

 

A 13 de Março de 2006, os Black Sabbath entraram no Rock and Roll Hall of Fame. Foram introduzidos pelos Metallica que também tocaram duas canções da banda de Iommi ("Hole in the Sky" e "Iron Man").

Quando parecia que já tinha chegado ao seu fim, adivinhando-se e a retirada do cenário musical, eis que em Outubro de 2006, foi anunciada uma turnê no principal festival europeu de metal, com a formação do álbum Heaven and Hell: Dio, Iommi, Butler e Ward.

O nome para esta digressão foi Heaven & Hell. Em Novembro de 2006, Ward abandonou o projecto, e foi substituído por Vinny Appice. Em 3 de Abril de 2007, o grupo publica The Dio Years, compilação de canções compostas com Dio, e também contendo faixas inéditas. Em Junho tocaram no Gods of Metal.

O grupo permanece unido e lança o álbum The Devil You Know, o primeiro desde o álbum de 1995, Forbidden e saiu em turnê, Ozzy manifestou o seu desejo de ser capaz de gravar novo material com a formação original dos Sabbath.

Em 2009, Ozzy Osbourne processou Tony Iommi pelo uso da marca Black Sabbath. Ozzy alega que Iommi registou ilegalmente para si a propriedade sobre o nome da banda, em processo junto do departamento de marcas e patentes dos Estados Unidos. Ozzy pede 50% dos direitos de propriedade sobre a marca, juntamente com uma parte dos lucros que Iommi obteve do seu uso ao longo dos anos. Segundo o Tribunal Federal de Manhattan, o processo alega que fora a "voz singular de Ozzy" a principal responsável pelo "extraordinário sucesso" dos Black Sabbath na sua primeira década de existência, apontando o facto de que a popularidade dos Black Sabbath caiu após a sua saída do grupo.

O curioso disto tudo é que, apesar dos direitos sobre o nome Black Sabbath pertencerem a Iommi, ele foi posto por Geezer Butler em homenagem ao filme O Sabá Negro (No original, Black Sabbath), de 1963. Em junho de 2010, a batalha legal entre os dois sobre os direitos do nome da banda teria sido encerrada, mas os termos deste acordo não foram divulgados.

 

(2010-presente) Tributos a Ronnie James Dio

 

No dia 16 de Maio de 2010, Ronnie James Dio perde uma batalha contra um cancro de estômago e morre aos 67 anos. A morte de Dio foi confirmada pela sua esposa, Wendy Dio, que publicou um comunicado na página oficial do músico. “Hoje o meu coração está partido, Ronnie morreu às 7h45. Muitos amigos e familiares puderam dizer-lhe adeus antes de morrer serenamente”, escreveu Wendy.

Em homenagem a Dio, foi organizado um espectáculo tributo contando com os vocalistas Glenn Hughes e Jorn Lande (Masterplan). Em entrevista, Iommi diz que esta será a última actuação do Show Heaven & Hell. "Escolhemos o nome porque a banda consistia na formação dos Black Sabbath que gravou o disco Heaven and Hell. Não poderíamos continuar com este nome sem Ronnie. Não seria justo, e nenhum de nós quer fazer isso. Nem poderíamos chamar-nos de Black Sabbath". De acordo com Geezer Butler, não haverá reunião do Black Sabbath com Ozzy em 2011, porque Osbourne estará em turnê com a sua banda a solo.

No dia 24 de Janeiro deste ano, Osbourne disse que ele e os seus ex-companheiros estão na intenção de reunir de novo e editar um novo álbum de estúdio, mas nada está definido ainda.

 

Será que ainda este ano veremos de novo Ozzy com os Black Sabbath?

 

Património musical

 

A importância dos Black Sabbath no heavy metal e noutras ramificações do rock foram comentadas por vários críticos musicais. De acordo com muitos deles, ao grupo foi reivindicada a paternidade do subgénero doom metal que deve muito à sua contribuição.

Até mesmo o grunge sofre a influência da banda, uma vez que grupos como Alice in Chains, Nirvana e Soundgarden os consideram importantes para a sua música. A VH1 classificou o grupo em segundo lugar entre os cem melhores artistas de hard rock, e escolheu "Iron Man" como a melhor canção de metal de todos os tempos. Já a revista Time colocou o Paranoid, entre os cem melhores álbuns de todos os tempos. A revista Rolling Stone classificou a banda na posição oitenta e cinco, entre os cem melhores artistas de todos os tempos, embora tenha acrescentado a MTV, o primeiro lugar entre as dez melhores bandas de heavy metal de todos os tempos.

 

 

 

 

 

Formações

 

Os Black Sabbath tiveram várias formações durante seus anos de actividade. O guitarrista Tony Iommi é o único que está em todas as formações.

(1968-1977)       

  • Ozzy Osbourne - voz principal
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bill Ward - bateria, voz

(1977-1978)       

  • Dave Walker - voz principal
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bill Ward - bateria, voz

(1978-1979)       

  • Ozzy Osbourne - voz principal
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bill Ward - bateria, voz

(1979-1980)       

  • Ronnie James Dio - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bill Ward - bateria

(1980-1982)       

  • Ronnie James Dio - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Vinny Appice - bateria

(1982-1983)       

  • Ian Gillan - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bill Ward - bateria

(1983-1984)       

  • Ian Gillan - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bev Bevan - bateria

(1984-1985)       

  • David Donato - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bill Ward - bateria

(13 de Julho de 1985) - Live Aid      

  • Ozzy Osbourne - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bill Ward - bateria

(1985-1986)       

  • Glenn Hughes - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Dave Spitz - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Eric Singer - bateria

(1986)     

  • Ray Gillen - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Dave Spitz - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Eric Singer - bateria

(1986)     

  • Ray Gillen - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Bob Daisley - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Eric Singer - bateria

(1987)

  • Ray Gillen - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geoff Nicholls - teclados

(1987)     

  • Tony Martin - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Dave Spitz - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Bev Bevan - bateria

(1987-1988)       

  • Tony Martin - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Jo Burt - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Terry Chimes - bateria

(1988-1989)       

  • Tony Martin - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Laurence Cottle - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Cozy Powell - bateria

(1989-1991)       

  • Tony Martin - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Neil Murray - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Cozy Powell - bateria

(1991-1992)       

  • Ronnie James Dio - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Vinny Appice - bateria

(1992-1994)       

  • Tony Martin - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Bobby Rondinelli - bateria

(1994)     

  • Tony Martin -voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Bill Ward - bateria

(1994-1995)       

  • Tony Martin - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Neil Murray - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Cozy Powell - bateria

(1995-1997)       

  • Tony Martin - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Neil Murray - baixo
  • Geoff Nicholls - teclados
  • Bobby Rondinelli - bateria

(1997)     

  • Ozzy Osbourne - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Mike Bordin - bateria

(1997-1998)       

  • Ozzy Osbourne - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bill Ward - bateria

(1998)     

  • Ozzy Osbourne - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Vinny Appice - bateria

(1999-presente)           

  • Ozzy Osbourne - voz
  • Tony Iommi - guitarra
  • Geezer Butler - baixo
  • Bill Ward - bateria 

Membros da Banda por ordem alfabética

 

Bev Bevan - bateria

 

Bill Ward - bateria, voz

 

Bob Daisley - baixo

 

Bobby Rondinelli – bateria

 

Cozy Powell – bateria

 

Dave Spitz - baixo

 

Dave Walker - voz principal

 

David Donato - voz

 

Eric Singer – bateria

 

Geezer Butler

Geezer Butler - baixo

 

Geoff Nicholls - teclados

 

Glenn Hughes - voz

 

Ian Gillan - voz

 

image

Jo Burt - baixo

 

Laurence Cottle - baixo

 

Mike Bordin - bateria

 

Neil Murray - baixo

 

Ozzy Osbourne - voz principal

 

Ray Gillen - voz

 

diorockon Ronnie James Dio, o deus ridículo do rock

Ronnie James Dio - voz

 

Dr Terry Chimes, who was a drummer and founder member of iconic punk band The Clash, has run Chimes Chiropractic in Chigwell Road, South Woodford since 1994

Terry Chimes – bateria

 

Tony Iommi - guitarra

 

Tony Martin – voz

 

Vinny Appice – bateria

 

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publicado por Cavalo Alado às 20:02
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