Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

ROUTE 66 (1)

 
 
 “A estrada obriga o motociclista a entrar em contacto consigo mesmo. A cabeça fica vazia, os problemas na maioria das vezes fúteis e banais que nos ocupam no dia a dia ficam para trás e aquilo que “deixamos de lado” mas que constitui a essência de muitos dos problemas verdadeiros e das questões relevantes com as quais deveríamos nos ocupar invadem a mente de forma inexorável. Não há para onde fugir, não há subterfúgios supérfluos para ocupar a cabeça, não há como escapar do contacto consigo mesmo. E esta experiência é fantástica. Frequentemente comentamos que quem se envolve em longas viagens de moto, jamais volta de uma viagem igual a quando saiu. No mínimo, volta se conhecendo mais e melhor, e tendo uma percepção mais aguçada acerca do que é essencial ou periférico. Não raro, mencionamos momentos em que choramos, gritamos, cantamos, falamos sozinhos e extravasamos emoções num íntimo auto-contacto em cima da moto”.
 

Postado por Allan Costa 7na66. http://7na66.blogspot.com/

 

Então, coloque o seu capacete e as luvas, aperte o blusão de couro, dê ao start (Kick se possível) solte a embraiagem e acompanhe o Cavalo Alado nesta viagem, no espaço e no tempo, pela mais mítica estrada para motos de sempre. Descubra connosco os segredos, os mistérios e as histórias dentro de uma história com 80 anos de viagens emocionantes através da Route 66!

 

 

 
 
 

 

Antes do U.S. Highway System

A Avó da Estrada Mãe

 

O caminho de ferro sobre o paralelo 35

 

Edward Fitzgerald Beale

Em 1857 O Departamento de Guerra do Governo norte-americano encarregou o Tenente Edward Fitzgerald Beale, um oficial da Marinha ao serviço do Exército dos Estados Unidos no Corpo de Topógrafos, de traçar uma linha férrea ao longo do paralelo 35. Estas ordens eram apenas um pretexto para serem testados camelos como animais de carga no deserto do sudoeste. Contudo a estrada traçada viria a fazer parte mais tarde da Route 66.

Antes do Estado chamar a si o assunto, as estradas eram traçadas por organizações privadas que definiam os percursos em função dos seus exclusivos interesses.

Aquela que viria a tornar-se na Route 66 era composta por três rodovias.

 

O U.S. Camel Corps, comandado por Beale

 

Cyrus Avery de Tulsa no Oklahoma e  John Woodruff de Springfield no Missouri foram os grandes impulsionadores da construção de uma estrada que ligasse Los Angeles a Chicago, apesar da sua tenacidade, os seus esforços só viriam a tomar forma quando esta ideia passou a fazer parte do então programa nacional de construção de rodovias e estradas. A partir de 1926 já incluída neste programa, a designação oficial para esta nova estrada entre Los Angeles e Chicago passou a ser 66.

 

 
Cyrus Setevns Avery em 1927  John T Woodruff

 

 

 

Nascimento e desenvolvimento

Os Anos de Glória da Route 66

 

A Route 66, foi uma estrada norte americana que fazia parte do U.S. Highway System. Estabelecida em 11 de Novembro de 1926, os seus 3 755 km iniciavam-se em Chicago no Ilinois, atravessava os estados do Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México e Arizona, para terminarem Santa Mónicana Califórnia.

 

 

ESTADO

 

QUILÓMETROS

Califórnia

File:Flag of California.svg

505

Arizona

File:Flag of Arizona.svg

645

Novo México

File:Flag of New Mexico.svg

784

Texas

File:Flag of Texas.svg

299

Oklahoma

File:Flag of Oklahoma.svg

695

Kansas

File:Flag of Kansas.svg

21

Missouri

File:Flag of Missouri.svg

510

Ilinóis

File:Flag of Illinois.svg

484

Total em 1926

 

3940

 

Em 1985 deixou de fazer parte do U.S. Highway System. Actualmente ainda existe com a designação de "Histórica Rota 66", sendo reconhecida pelo governo dos Estados Unidos dada a sua importância cultural, histórica e turística.

Foi em Springfield a 30 de Abril de 1926, que oficialmente e pela primeira foi designada esta nova via como Route 66, ficando assim desde logo esta cidade do Missouri conhecida como o berço da Route 66.

Segundo a tradição, não foi fácil chegar a este nome. Cyrus Avery, o empresário de Tulsa afirmava que este era um número fácil de memorizar e por isso o defendeu até ao fim. Curiosamente, em 1926, o Estado do Missouri editou um mapa rodoviário onde esta via aparecia com o número 60. Quando foi oficialmente criado o Sistema Rodoviário Federal, Clayton Avery funda em Tulsa no ano de 1927 a U.S. Highway 66 Association, uma associação, cujo primeiro presidente foi John T. Woodruff de Springfield, e que tinha por objectivo promover o completo asfaltamento da Route 66.

Andy Hartley Payne

Em 1928 a associação organizou o seu primeiro evento de promoção à estrada interestadual, realizando uma corrida de atletismo entre Los Angeles e Nova Iorque, utilizando o traçado da Route 66 e que ficou conhecida por "Bunion Derby". A iniciativa foi um sucesso e contou com o apoio de inumeras entidades, incluindo o actor Will Rogers. A meta estava colocada nos Jardins de Madison Square e o vencedor foi Andy Hartley Payne, um atleta de origem Cherokee de Oklahoma que levou para casa um prémio monetário de 25. 000 Dólares, (o equivalente a 230.253 Euros na actualidade). A partir de então e até 11976 a U.S. Highway 66 Association serviu sempre como intermediária nos assuntos que tinham a vêr com a Route 66.

A estrada floresceu dada a geografia do seu traçado. Grande parte desta rodovia estende-se por terrenos planos e essa característica tornou-a bastante popular junto dos motoristas de camiões pesados.

O “Dust Bowl” de 1930 fez com que muitas famílias de agricultores, sobretudo do Oklahoma, Arkansas, Kansas e Texas deslocarem-se para oeste em busca de trabalhos agrícolas na Califórnia, a Route 66 foi então a via que essas pessoas, designadas pejorativamente de “Okies” ou “Arkies”, escolheram para viajar.

Durante a Depressão a Route 66 permitiu um relativo alivio às comunidades que se situavam no seu percurso. O trajecto da Route 66 atravessava muitas pequenas cidades e com o crescimento do tráfego rodoviário surgiram muitas pequenas empresas familiares como estações de serviço, restaurantes, oficinas, Hotéis, acessíveis à magra bolsa dos viajantes.

No seu inicio, como todas as outras, esta estrada mantinha-se repleta de lixo, entulhos e porcaria e era na sua maior parte pavimentada em terra batida. Graças ao esforço da U.S. Highway 66 Association, em 1938 esta tornou-se na primeira estrada totalmente pavimentada dos Estados Unidos. Alguns dos pontos mais perigosos do seu trajecto foram sendo também gradualmente corrigidos.

Já na década de 1950, a Route 66 tornou-se na principal rota turística para a população que se deslocava de Leste para a Califórnia. A estrada passava perto do Grand Canyon, do Painted Desert e duma famosa cratera de meteoro no Arizona. Este aumento do turismo fez florescer toda uma larga indústria de atracções e diversões que se espalharam ao longo de todo o seu percurso.

 

2 nd street em 1930 e Route 66 em 1950
 
 

Route 66

A “Mother Road”

 

A criação desta via histórica ficou a dever-se a Cyrus Stevens Avery (1871-1963) que ficou conhecido como o “Pai da Route 66”. Cyrus nasceu na Pensilvânia mas estabeleceu-se em Oklahoma.

A mais famosa estrada americana tinha como propósito ligar os Estados Unidos de costa a costa e contribuir como elemento de desenvolvimento da região oeste do país.  

Dada a importância que esta estrada de outros tempos mantém em termos culturais e turísticos. Ao longo do seu percurso ainda podemos conhecer e sentir as memórias de uma América antiga, calma e por vezes ingénua, onde prevalece o espírito da aventura e pioneirismo.

 

 (Clique em cima das imagens para ver em tamanho grande)

VALE A PENA VÊR!!!

 

A construção da Route 66, decorreu entre 1933 e 1938 e criou emprego para milhares de trabalhadores de toda a parte dos estados Unidos. O seu traçado teve em conta a ligação de dezenas de municípios que até então se encontravam isolados e que tinham agora a possibilidade de se desenvolver. Para além de servir como via de escoamento dos produtos locais, esta nova estrada completamente asfaltada permitiu uma melhor movimentação das populações das zonas frias e inóspitas do norte para os quentes e férteis territórios do Sul.

 

Construção da Route 66 em Ash Fork, Arizona nos anos 30
 

Aquela que também ficou conhecida por The Main Street of América, foi durante muito tempo a mais utilizada estrada dos Estados Unidos tendo nela circulado milhões de veículos desde 1926 até à sua desactivação em 1985.

Quando foi aberta ao trânsito, boa parte da sua extensão era de terra batida ou gravilha tendo sido completamente asfaltada em 1938. A sua configuração plana foi determinante na escolha dos camiões para transporte de mercadorias. Ao longo de seu traçado a economia prosperou, sobretudo em pequenos negócios à beira da estrada, sobretudo restaurantes, estações de serviço, pequenos hotéis, etc. Não é então de estranhar que o primeiro McDonald’s aí se tenha fixado, mais precisamenteem San Bernardino, terra natal também do primeiro Chapter dos Hells Angels Motorcycle Club.

 

O primeiro Restaurante da McDonald's nasceu em 1937 em San Bernardino
 

A 66 permitiu ainda que milhares de americanos atravessassem o continente durante as férias em busca do sol da Califórnia, fazendo disparar a industria turística no pais. Diversos comerciantes viram no aumento de movimento da estrada uma forma de ganhar dinheiro. Armazéns, postos de gasolina, motéis, mecânicas e pequenas lojinhas começaram a surgir em todo lugar ao longo da rota 66, e foram o núcleo inicial de diversas cidades. Muitos destes prédios ainda podem ser vistos hoje em dia.

 

Muitas foram as lojas que abriram ao longo da "Mother Road"
 

Também os militares norte-americanos viam com bons olhos esta nova estrada, já que lhes permitia uma maior mobilidade das tropas em caso de necessidade em vésperas da Segunda Guerra Mundial. O exército aproveitou ainda para fixar campos de treino e manobras nas grandes extensões desérticas que ladeavam a 66.

A arquitectura também sofreu influência desta nova estrada. Os condutores não pretendiam sair da estrada para pernoitar e foram-se desenvolvendo por todo o lado pequenos Motéis com características próprias adaptadas às novas necessidades. Também surgiram parques de Campismo, de forma a acolher aqueles que viajavam com as suas caravanas e auto caravanas.

 

Postal islustrado de 1940 mostrando o Motel Bell's
à beira da Route 66 em Kingman no Arizona
 

Nasceu portando uma nova forma de viver, praticada por aqueles que começaram a viver na estrada. Ainda hoje é comum ver-se roulottes estacionadas á beira da estrada que servem de habitação permanente a muitos americanos que preferem este estilo de vida.

 

A Route 66 criou um novo estilo de viajar... com a casa às costas!
 

O aumento cada vez maior do tráfego nos Estados Unidos, sobretudo após os choques petrolíferos de 1973 e 1979, fez com que a Route 66 se fosse tornando obsoleta. Ironicamente os princípios que tinha dado vida a esta estrada estavam agora a saturá-la e a acabar com ela a pouco e pouco. A Mother Road, à beira dos sessenta anos era agora uma mulher madura e enrugada, deteriorava-se a cada ano que passava e via-se substituída pelas novas auto-estradas que aos poucos iam seduzindo cada vez mais condutores. As jovens e sedutoras vias de 4 e 6 faixas, foram muitas vezes construídas por cima da velha 66, obrigando a que cafés, restaurantes e pequenas estações de serviço fossem fechando e tornando-se inúteis. Mesmo as cidades mais próximas sofreram um decréscimo populacional, uma vez que muitos foram os postos de trabalho que se extinguiram, obrigando a população a procurar rendimento noutros estados.

No seu pavimento começaram a ver-se fendas por onde iam crescendo arbustos (Sagebrush), dando um ar ainda mais abandonado à velha senhora.

 

Um troço quase intransitável da velha Route 66
 

A sua desactivação fez o goveno classifica-la como “Estrada Histórica”. Ao ficar assim eternizada a Route 66 possui uma dimensão quase mítica na cultura americana. Simboliza um período importante do desenvolvimento da maior nação do mundo. A cultura do automobilismo norte americano, propiciou que o automóvel, a moto e a liberdade sejam os principais protagonistas da fama desta histórica estrada.

A Route 66 tornou-se um estereótipo e está intimamente associada a diversas imagens da cultura americana, algumas com a dimensão de ícones, os camiões transcontinentais como o Peterbilt, o Corvette, as Choppers, os motores V8 e tantos outros exemplos. Imagens destas têm sido amplamente utilizadas pelo cinema. Quando vemos obras como Paris-Texas, Easy Rider, Bagdad Café ou Duel, um filme de Spielberg feito para televisão em 1971, Mesmo em qualquer filme que passe nas cidades rurais, é inevitável que não remetamos o pensamento á mãe de todas as estradas... 

Conhecida como: The Main Street of America, The Mother Road, ou Old Historic Route 66, a Rota 66 também teve outro significativo nome popular: The Will Rogers Highway.

A maior parte desta estrada desapareceu debaixo das modernas auto-estradas ou faz parte de novos arruamentos de centros urbanos que entretanto cresceram. Outra parte da mítica Road está mesmo abandonada e é hoje intransitável. Contudo são muitas as associações e entidades que lutam hoje em dia pela preservação daquilo que resta da Route 66 e que vão mantendo uma forma de vida que com ela nasceu. Se um dia visitar esta estrada, vai poder ver certamente um lado desconhecido da América genuína e não se esqueça do que dizia a canção: When you make that California trip, get your kicks on Route 66...

 

 

 
 
 

O Declínio da Route 66

Os Anos do Abandono

 

A "Mother Road" tinha sido ao longo dos anos um importante elemento

unificador das várias culturas norte-americanas...

 

O principio do fim da Route 66 começou em 1956 com a promulgação da Lei Interstate pelo Presidente Dwight Eisenhower que influenciado pela sua experiência militar e pelas modernas auto-estradas que vira na Alemanha, entendeu ser o modelo germânico o mais eficaz no contexto da defesa militar dos Estados Unidos.

Durante os seus quase 60 anos de existência a Route 66 esteve em constante mudança. Com o desenvolvimento da moderna engenharia de estradas, os técnicos passaram a projectar vias mais directas entre as cidades s e vilas. O aumento do tráfego levou a um realinhamento constante em alguns troços da Route 66. Após a Segunda Guerra a 66 via-se alargar ao receber quatro pistas a partir de Chicago e através de praticamente todo o estado Ilinóis até St Louis nas margens do Mississípi.

Em meados dos anos 50 também o estado do Missouri remodelou os seus troços da Interestadual 66, acrescentando-lhe também quatro vias.

Um dos troços ainda intactos da Route 66 é a estrada actualmente conhecida como “Veterans Parkway” a Leste e sul de Normal e de Bloomington no Ilinóis. 

Em 1953, dá-se o primeiro grande desvio da Route 66 em Oklahoma, com a abertura do troço com portagem entre Tulsa e Oaklahoma City. Esta auto-estrada acompanhava a Route 66 ao seu lado durante 142 km, mas desviava-se à entrada das cidades.

Nalguns casos as novas auto-estradas não se limitaram a acompanhar a Route 66, alguns troços absorveram-na por completo.

Aos poucos toda a Route ia sendo “engordada” por novas faixas de rodagem que pareciam antagonizar-se com as cidades onde passavam, desviando-se delas, isolando as populações que tinha servido durante décadas. 

Contudo, um crescendo movimento cívico foi-se desenvolvendo a ponto de em 1963 no Novo México ser promulgada legislação que proibia a construção de troços de ligação com as interestaduais. A curta lei seria revogada por pressões de Washington em 1965, sob a ameaça do Novo México perder fundo das Rodovias Estaduais.

No final da década de 60 a maior parte dos troços rurais do Novo México da Route 66 tinham sido substituidos pela Intersatate 40, á excepção de uma faixa de 64 km junto à fronteira com o Texas.

Em 1984 também o Arizona veria o seu último techo da 66 desactivado com a conclusão da Interstate 40. No ano seguinte a Route 66 foi oficialmente dada como extinta. 

No asfalto desgastado e já meio enterrado pela areia, são também sepultadas histórias com mais de 80 anos. Muitos dos locais mais famosos de outrora são agora apenas esqueletos velhos e apodrecidos, corrompidos pelos elementos e feridos pela ferrugem…

Contudo uma parte da vida desta velha senhora continua ainda a resistir às adversidades e podem encontrar-se ainda alguns sítios que mantêm a verdadeira essência daquela que foi a mais famosa estrada norte-americana de sempre. Apesar da desactivação nos anos 80, da Route 66, podemos actualmente circular por 85% da estrada no seu traçado original. Muitos dos trechos da extinta Route 66, foram absorvidos por cinco estradas interestaduais que são as Highways I-55, I-44, I-40, I-15 e I-10.

Alguns dos troços que foram sofrendo com o passar de anos de abandono, estão agora a sofrer reparações. As entidades encarregues de proteger a 66 estão agora a faze-lo e com um zelo e preciosismo notável, um belo exemplo para outros países, para outras estradas… 

 

Route 66 Texas Historic Association
Oklahoma Historic Route 66 Association

 Algumas das muitas Associações que se criaram em defesa da velha Route 66

 

 

 

Depois da Extinção

O renascer da lenda

 

Quando a Route 66 deixou de funcionar em definitivo, os troços que rastavam foram sendo destruidos de várias formas. Dentro das cidades o trajecto tornou-se num “negócio de apoio” à Interstadual. Algumas secções tornaram-se Estrdas estaduais ou mesmo vicinais, caminhos privados ou simplesmente deixadas ao abandono.

Embora já não seja possivél viajar na totalidade da Route 66 entre Chicago e Los Angeles, a maior parte do trajecto original e os troços alternativos ainda estão em condições para viajar, com um planeamento cuidado. Alguns troços estão bem mantidos, incluindo um entre Springfield no Missouri e Tulsa no Oklahoma.Alguns troços ainda mantêm os seus tradicionais oito metros de largura e alguns estados têm sabido manter a designação de 66. No Missouri as estradas 366, 266 e 66 são todas antigos troços da Route 66. A State Highway 66 em Oklahoma mantêm-se como alternativa livre ao lado da auto-estrada com portagem. Uma parte da estrada entre San Bernardino e La Verne, a Leste de Los Angeles mantêm o seu nome como “State Route 66”. Muitas ruas e estradas municipais ai longo de todo o seu antigo percurso também mantêm o número 66.

As primeiras associações de defesa da Route 66 surgiram no Arizona em 1987 e no Missouri em 1989. Outras fora surgindo noutros estados logo de seguida. Em 1990, o estadoi do Misouri declarou os troços nesse estado como “Estrada Histórica 66”. O primeiro sinal assinalando esta nova estrada histórica foi colocado em Kearney Street, Glenstone Avenue, em Springfield no Missouri. Outras placas foram sendo colocada posteriormente noutros locais e por vezes a estrada é apenas assinalada pelo tradicional escudo pintado no asfalto da própria Route 66. Podemos observar assim uma infinidade de simbolos significando todos a mesma coisa.

Um troço da estrada no Arizona foi assinalado no registo Nacional de Sitios Históricos. As associações de defesa da Route 66 também tentam classificar e proteger outros pontos de interesse ao logo da estrada, tal como neons e placas indicando moteis.

Em 1999 ficou decidido pelo presidente Bill Clinton criar um fundo de 10 milhões de Dólares para preservar e restaurar as características históricas ao longo do percurso tais como postos de combustivél, motéis, cafés, lojas e cinemas drive-in, que se encontram ameaçados pelo desenvolvimento das áreas urbanas e pelo abandono e decadência nas áreas rurais. O Fundo, apoiado pela American Express, ajudou o Serviço Nacional de Parques a desenvolver o que é hoje a Route 66.

Ao mesmo tempo que a popularidade e a estatura mítica da Route 66 vão crescendo, vão amentando as condições para se viajar nela. São colocados novos sinais, e a estrada 66 regressa aos mapas, de modo a que se possa satisfazer a crescente procura turistica desta mítica via. A Route 66 entrou também na cultura popular de massas. Em 2006 o filme “Cars” da Pixar-Disney, descreve o declinio da imaginária cidade de Radiator Springs, depois da 66 ter sido substituida pela nova Interstate. O criativo Realizador da Pixar, John Lasseter inspirou-se naquilo que viu durante uma viagem que fez com a sua familia em 2000, sobretudo nos troços da Route 66 que visitou. Assim que regressou a casa, contactou o historiador de estradas Micchel Wallis que liderou a equipa de pesquisa nos troços ainda transitáveis da Route 66. O sucesso do filme fez com que aumentase o interesse na Route 66 do público em geral. 

The Route 66 Exhibit

Exposição "A América em Movimento"

Secção deicada à Route 66

O Museu Nacional de História Americana em Washington DC tem uma secção dedicada à Route 66 na exposição  com o tema “A América em Movimento”. Nesta secção está exposto um bocado do pavimento do trajecto feito a partir de Bridgeport em Oklahoma e um carro e um camião restaurados de modelos iguais aos que terão sidos utilizados na Route 66  em 1930. Encontram-se igualmente expostos alguns neons que ladejavam a via e inumeros postais que os viajantes enviavam a partir da Route 66 para suas familias enquanto viajavam.

Em Abril de 2010 a Temting Brands, uma empresa Holandesa reivindicou os direitos sobre os sinais indicativos da Route 66. Esta empresa pretendia que fosse retirado do mercado qualquer produto que contivese o sinal 66 sem a sua autorização. Contudo a sua pretensaõ não deverá ter efeito algum, uma vez que o sinal 66 faz parte da lista de sinais publicada pela Administração Federal de Estradas dos Estados Unidos, sendo assim pertença do dominio público.

Ao longo do tempo a Route 66 foi recebendo muitas designaçãoes. Assim que o seu traçado ficou definido foi logo apelidada de "The Great Diagonal Way" (A grande Diagonal)

Uns anos mais tarde a U.S. Highway 66 Association anunciava-a como "The Main Street of America" (a rua principal da América). Um grupo de fans desta estrada tentou ainda que ela ficasse conhecida por Route 40, mas o grupo apoiante do número 66 venceu e com este número chegou aos nossos dias.

No romance de John Stenbeck, “As Vinhas da Ira”, a mítica estrada é chamada de “The Mother Road” (A Estrada Mãe). Por fim, em 1952 a U.S. Highway 66 Association também a denominou não oficialmente de "The Will Rogers Highway" (Estrada de Will Rogers). Apesar de no filme As vinhas da Ira, realizado por John Ford em 1940 aparecer já esta designação para a Route 66, apenas doze anos mais tarde seriam colocadas placas com essa designação. Uma delas pode ver-se ainda hoje em Santa Monicana Califórnia ou em Galena no Kansas.

 

 

Documentário do Canal História

Para quem percebe Italiano...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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