Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Yamaha V-Max

V-max

22 anos de emoção

Falar da Yamaha VMX 12N, ou simplesmente V-Max, sempre é uma responsabilidade, já que ela tem uma legião de admiradores fanáticos em todo o planeta. Basta um passeio na Internet para encontrar centenas de clubes e fóruns de discussões, onde o tema é a poderosa V-Max. Uma história que começou em 1985 e nos seus 18 anos de produção, recebeu poucas alterações. Essa ausência de mudanças também se tornou um trunfo para a V-Max que se foi valorizando. Com motor de quatro cilindros em "V" (daí o V-Max) de 1.198 cc, alimentado por quatro carburadores de 35 mm (até hoje), a sua performance sempre foi um desafio para os pilotos.

Ao deparar com estas Yamaha, quem não for um "V-maxista" dificilmente irá saber se ela foi fabricada em 1985 ou em 2003. Porém ao acelerá-la é possível saber o seu mercado de destino.

Os modelos fabricados para o mercado americano e canadiano são o "demônio em forma de moto" com 145 cv de potência a 9.000 rpm e 11 kgf.m às 6.000 rpm. Capaz de deixar o mundo para trás ao cruzar de 0 a 400 metros em 9 segundos chegando aos 210 km/h. Quando o motor atinge os 6.500 rpm o V-boost entra em acção injectando uma maior quantidade de mistura ar/combustível (veja em baixo). É o momento do murro no estômago!

Uma sensação que os proprietários de V-Max da Europa e Japão não conhecem. Os modelos destinados àqueles mercados tiveram que se curvar diante das rígidas normas anti-poluição e foram amansados. Perderam o dispositivo V-Boost e oferecem ao piloto "somente" 102 cv às 8.000 rpm, mas ainda esbanjam torque: 10,0 kgf.m com o motor a girar em 3.000 rotações. O bastante para aceleram de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos, causando inveja a muitas super desportivas. Porém, pilotos experientes acham esta V-Max "europeia" melhor, por ser mais estável. O seu quadro, suspensão, e travões são mais adequados à sua potência. Pelo contrário, a V-Max com 145 cv nasceu para andar em linha recta nas longas e bem asfaltadas estradas da América

Os 145 cavalos do motor V4 da Yamaha V-Max são responsáveis pela fama desta muscle bike, que chega aos 22 anos com muito torque e saúde

22 Anos de V-Max

1985. Lançada no mercado americano, fez sucesso imediato. Com os seus 145 cv e com mais de 11 kgf.m de torque, cruzou os 400 metros (quarto de milha) em 9 segundos.

1986. Chega ao mercado europeu (França), com o motor amansado para 102 cv às 8.000 rpm e sem o V-Boost. A roda traseira passa a ser de alumínio. Recebe discos de 282 mm na frente e pinça de quatro pistões opostos. O Emblema V-Max passa a ser em Alto Relevo.

1987. A roda dianteira passa a ser em aluminio com novo desenho. Tomada de ar tampas laterais e detalhes traseiros gnham a cor preta. O modelo é conhecido como Blackmax.

1990. Lançada no mercado japonês, ganha ignição electrónica digital e voltam os detalhes cromados.

 

1991. São feitas diversas modificações para atender leis ambientais na Europa. O som dos escapes é diminuído de 83 para 81 decibéis. Foram implantadas novas câmaras de combustão e sistema de válvulas, e o torque máximo de 10,3 kgf.m está disponível em apenas 3.000 rotações. A relação de transmissão mudou de 22/9 para 33/10 para garantir aceleração.

1993. Perde as "canelas finas" já que as suspensões passaram de 41 para 43 mm. São adoptados os pneus Metzeler em vez dos Dunlop além de ter um alternador mais potente.

1994.

1995.

1996. É relançada a Blackmax e o filtro de óleo passa a ser de cartucho

1998. Voltam os cromados e o alumínio

1999. Os guarda-lamas recebem cobertura a imitar fibra de carbono.

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2001. São instalados protectores plásticos na suspensão dianteira. O falso tanque recebe capas a imitar carbono e assim ficou até hoje.

2003.

2005.

2006.

2007.

Por quê?

Se uma V-Max for analisada friamente, não dá para entender de onde vem tanta paixão. O maior senão deste modelo é o vento frontal, além do risco de derrapagens nas entradas e saídas de curvas. Tudo isso somado ao elevado peso de 285 kg (em andamento).

Uma forma de minorar esta característica consiste em “esticar” o quadro para aumentar a distância entre-eixos e baixar o centro de gravidade. Para se ter uma V-Max,é necessário desejá-la. Apesar de confortável e rápida, ela é má nas curvas: "se entra muito rápido sai de frente, se acelerar muito a traseira derrapa.

Além disso, exige muitos reflexos nas emergências. A 100 km/h ela precisa de 45 metros para as travagens, dois discos com pinça de quatro pistões opostos na dianteira e um disco de dois pistões na traseira segurarem a moto. A sua autonomia é pouca: no depósito (por baixo do banco do piloto) cabem só 15 litros. O bastante para rodar pouco mais de 200 quilómetros numa estrada civilizada, quando faz uma média de 14 km/litro. Se a pilotagem for desportiva, ela ira beber um litro para percorrer 10 quilómetros.

Quero uma!

Encontrar uma V-Max em boas condições exige atenção em diversos pontos críticos. Os derrames sugerem sempre problemas e grandes despesas de mão-de-obra e peças. Um derrame no eixo cardã, por exemplo, pode ser motivo para desistir de uma compra. O mesmo acontece no carburador já que as peças de reposição são caras.

A caixa de velocidades também deve ser testada, folgas ou ressaltos significam problemas. Atenção com os travões, principalmente o traseiro, onde o disco e pastilhas se desgastam rapidamente. Se os discos estiverem enegrecidos é sinal de despesas inevitáveis.

Também quero

Ainda que gastando muito e parando pouco, a V-Max tornou-se uma das mais famosas motos da história recente. A sua enorme cavalaria conquistou motociclistas em todo o mundo. Assim, a V-Max é cada vez mais valorizada no mercado de usadas.

Porém, é preciso ficar a tento no momento da compra, já que exige manutenção criteriosa e, como oferece muita adrenalina, é difícil pilotá-la de forma racional. Aliás, a palavra racional não combina em nada com a V-Max.

O tal do V-boost

Quem acelerar uma V-Max destinada ao mercado americano ou canadiano, depois dos 6.500 rpm sentirá um forte murro no estômago. Nessas rotações o V-boost entra em acção. Um servo eletrônico liberta uma maior quantidade de combustível para as câmaras de combustão. O resultado é um ganho instantâneo de torque no motor. Segundo os V-Maxistas mais experientes, é o momento de segurar bem o guiador para não cair de cu no asfalto.

Existem algumas diferenças entre as V-Max que tem ou não o V-boost. A primeira está no conta rotações que, na versão "canadiana" tem uma faixa vermelha nas 9.500 rpm. Na Europa começa nas 8.500 rpm. A luz de reserva de combustível é vermelha na "canadiana", enquanto na europeia é amarela. Já ao rodar a chave de ignição o som de verificação do V-Boost denuncia a presença do sistema.

  

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publicado por Cavalo Alado às 22:43
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14 comentários:
De Sérgio Buco a 12 de Fevereiro de 2008 às 14:59
primeiro e de salientar que existe a versao canadiana entre nos :-)

segundo, alguem me explica como se faz mais de 200 km com uma V-MAX

terceiro, a moto e linda :-)

quarto, o DOG tem inveja :-)


De pedro a 6 de Agosto de 2010 às 10:59
Boa rarde, eu sou um feliz proprietário de uma V max americana, de 1992, completamente de origem, com o conta km. em milhas em vez de km. e rigorosamente estimada. Ouvi dizer que motas iguais à minha, existem apenas perto de 20 em Portugal. Será assim???
Obrigado
pedro


De Ferreira a 10 de Dezembro de 2013 às 13:36
Pois...
Eu com a minha também não consigo fazer...

Ps.: A minha é europeia (sem v-boost, por enquanto) e tem a luz de reserva vermelha...


De Anónimo a 29 de Março de 2008 às 00:13
Parabéns pelo fórum
Pois eu felizmente tenho uma vmax de 97 (a tal dos 140 cv) e posso dizer-vos que é uma "MULA" indomável , sempre que a monto dá-me um arrepio na espinha, pois como bem comentaste aquilo é um bicho com muitas manias, mas depois de a conhecermos e de a respeitarmos "só queremos é monta-la ....".
Gostava de dar um pequeno retoque na aspecto exterior com a substituição dos escapes originais por aquele duplos com corte lateral acho que dão um toque porreiro na mula mas não sei onde comprar...
a unica coisa que encontri na net foi uns da TORBAL (marca brasileira )mas acho que não tem representante em Portugal. Ningém conhece algum sitio porreiro ande comprar ou alterar na zona de Lisboa

Cumprimentos Alados
José Silva
jose.silva.manuel@gmail.com




De Carlos a 27 de Novembro de 2008 às 01:03
Pode se instalar o v-bosst em motor de 102 cv?????


De Pedro a 13 de Janeiro de 2009 às 22:53
Boas, a resposta é SIM, pode-se instalar Vboost numa Vmax versão Europeia. Fiz isso na minha que é de 1991com o Vboost de uma vmax americana (vindo directamente dos estates). Tive algumas dificuldades com a surpresa de ter descoberto uma cablagem diferente neste modelo. O "kit" tem a caixa de comando, o motor electrico (que faz o caracteristico barulho ao ligar a Vmax 145cv) e o sistema de borboletas que substitui os tampões que existiam na minha entre os carburadores.Se levantares a entrada falsa de ar lateral esquerda encontras o espaço para instalar a caixa de comando. Instalei ainda um botão que desliga tudo e fica com os originais 100CV (para os dias de chuva!).A diferença é enorme. Ando agora a ver se instalo o Tboost que permite activar o boost às 3000RPM em vez das 6000RPM.
Divirtam-se, Pedro


De jose andrade a 24 de Abril de 2009 às 01:29
sou apaixonado pela v-max desde miudo. hoje tenho uma de 2002 versao carbono. ate tenho alcunha « zev-max«. e digo mais nao e mula e um touro. muitas aceraladelas para os v-max.


De newton a 25 de Agosto de 2010 às 01:04
Tenho uma 2001, comprada em jul/2002. Quanto ao V-boost, fui informado pelo meu mecânico que trata-se apenas de um sistema de equalização na distribuição de combustíveis entre as câmaras. O que deve fazer a diferença são os sistemas eletronicos de controle, os quais devem tirar mais potência do motor. Tive um carburador não operativo e, caso houvesse o v-boost, certamente fundiria um dos cilindros (conforme informações). A 2001, tem um calço supeiror no pistão dos carburadores, o que o faz abrir parcialmente a passagem do carburador. Retirei-o, passando agora a 100% de abertura. Não posso aferir diferença, pois ao comprar a moto com 8.000 km, levei imediatamente a oficina para revisionar.
Após 10 dias de espera pelas peças virem de fora, o que não achei muito e, com um saldo de oficina inicial de R$ 5.000 (a moto tem 8.000 Km), estou maravilhado pilotando este ícone da insdutria motociclistica. Parabéns por este espaço.


De Ferreira a 10 de Dezembro de 2013 às 13:46
Boa tarde...
O V-Boost não é nenhum sistema de equalização... O que acontece, é que quando este sistema é acionado, às 6000rpm, ele abre as borboletas que se encontram na flange entre os dois carburadores de cada lado, permitindo que cada vez que é efectuada a admissão de combustível para cada um dos cilindros, em vez de entrar mistura de apenas 1 carburador (como acontece até às 6000rpm, e nas versoes sem V-Boost), passa a entrar de 2 carburadores, em resumo, a partir das 6000rpm, cada cilindro recebe "quase" o dobro da mistura... Espero que tenha sido explícito.


De Julio Lima a 26 de Junho de 2011 às 16:07
Bom dia , adorei os comentarios sobre nossos cavalos chamado Vmax, possuo uma 1992 modelo americado , que quqndo aceleramos, não só nos traz frio na espinha , quanto adrenalina a 1000, a minha sempre foi minha paixao de criança e continua sendo até hoje, acredito que ainda irá ficar para os meus filhos.abs


De Marcos Rosa a 14 de Janeiro de 2013 às 22:12
Tenho uma Vmax 91 toda restaurada. A moto é nova, mas não consigo fazer mais de 8Km/l nas estrada e mais de 6.5Km/l na cidade. O que pode ser? A moto parece estar com o motor regulado. Ela pode beber igual a um V8, mas adorei esta moto.


De Marcos a 30 de Setembro de 2011 às 17:04
Olá fui trocar o óleo da embreagem da VMAX , tive que retirar a tampa lateral e alavanca de câmbio , bom vazou todo óleo que acredito ser do cardan . Então alguma alma boa sabe me dizer quanto de óleo vai no cardan ? obrigado


De Leadnro Capra a 9 de Fevereiro de 2013 às 01:41
buenas caros Amigos apaixonados pela V-Max...
Falando dessa moto que realmente é um icone singular em fortissimas aceleraçoues, adiquiri a minha V-max em final de dezembro de 2012... minha V-Max é uma canadense de 145cv, este é realmente um sonho de criança realizado com muita satisfaçao, caros amigos.... troquei os pneus bridgestone originais pelos comander II da michelin, posso afirmar a voces que ela melhora 40% as curvas e 20% as frenagens.... mas com um detalhe.... se voce estiver fazendo curvas em 3ª ou 4º marcha e acelerar forte nao tem jeito ela vai escapar a trazeira.... porem se estiver em 5º marcha acima de 100 km/h ela se corporta muito bem.... possuo na minha coleçao de briquedos um a3 turbo automatico e uma BMW 325, sou apaixonado por aceleraçoes fortes e nada se compara a sair de 0 a 100 km em 3,5 segundos ou simplesmente acelerar de 100 km/h a 210 km/h em menos de 10 segundos.... andar de V-Max passeando com ela na lenta no centro da cidade ou caindo no asfalto ela simplemente fantastica.... otima posiçao de dirigir, mesmo levando um na carona ela é otima..... tive outras motos enada se compara ela é simplesmente um V8 andando na lenta e um dragster em arrancadas e aceleraçoes fortes..... adoro a sensaçao de sentir o v-boost abrindo e ter que segurar firme e ecostar as costas no apoio do acento trazeiro pra nao ecorregar pra fora dela.... amigos, isso é simplesmente uma descarga de adrenalina direamente nas veias....
para quem ja tem um V-Max meus sincero respeito, para quem acha legal, ou tem um sonho de adiquirir uma, com certeza voce nao se arrependerá.... ela é uma lenda, uma verdadeira olbra de arte das motocicletas!!!


De Ulakk a 24 de Abril de 2014 às 21:41
Tenho VMAX e quero aderir a algum clube VMAX de Portugal.

Há algume por aí ?????


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