Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Harley Davidson - Road King

Este Post é dedicado ao nosso Membro

Francisco Frade (Chico DOG)

Para começar é uma moto para poucos (o seu preço é alto). Os acessórios são caros. Tudo é caro. A moto é pesada e desengonçada na cidade. Os vendedores, por estarem acostumados a lidar com pessoas endinheiradas olham-te com desprezo quando entras na loja e nem te dão atenção.
Mas é uma Harley. Então é a moto que se ama ou se odeia. E eu, definitivamente, estou na lista dos que amam esta marca.
O nome desta moto diz tudo: "Road King".
A Road King juntou tudo que uma pessoa pode desejar numa Harley. O estilo clássico de estradista, o som "pó-pó-pó" inconfundível e inclusivamente registado pela fábrica, o motor fiável com transmissão por correia dentada (a fábrica fala em 100.000 km sem troca ou lubrificação), a mecânica simples de um carocha aliada a uma pitada de modernidade que é a injecção electrónica (sem perder o já descrito som do motor) e os acessórios com uma boa percentagem entre utilidade e bom gosto. Não é uma moto para levar para o trabalho, certamente. Enfrentar o trânsito da cidade com o seu peso é um tormento. Mas, usando o que o seu próprio nome diz, na estrada ela é a majestade.

Motor:                              1449cc, 4 Tempos,Comando Simples
Cilindros:                         2
Válvulas:                          4
Refrigeração                   Ar
Potência:                         86cv a 3.500 rpm
Alimentação:                   Injecção Electrónica
Lubrificação:                   Forçada, Cárter Seco
Ignição:                           Electrónica  
Partida:                           Eléctrica 
Transmissão:                   5- Marchas
Comprimento:                 2440mm
Largura:                          682mm
Altura do assento            684mm 
Peso seco:                      293kg
Suspensão dianteira:     Garfo Telescópico
Suspensão traseira:        Duplo Amortecedor
Travão Dianteiro:            02 Discos 292mm
Travão Traseiro:             Disco 292mm
Pneus:                             MT90x16(frente),MT90x16 (traseiro)
Tanque:                          19 Litros
Vel. máxima:                  175 Km/h
0 a 100 Km:                     6"4
Consumo médio:            17 km/l

315 Kg, 2.394 cm de comprimento e 1.020 cm de largura, a Road King  pode assustar.   Rodando com a  Road King  as impressões negativas desaparecem.   Com excepção do duro accionamento da embraiagem, que pode ser resolvido com a instalação de um Easy-Boy, e as mudanças pesadas, a dirigibilidade, mesmo na cidade é extremamente agradável,   guiador largo e força no motor resultam num rodar tranquilo, até sedutor. As reduções de mudanças tornam-se opcionais, já que por um lado o V2 não é exemplo de potência máxima  (são uns míseros 60 cv), a sua confecção antiga casada com a alta cilindrada, imprimem valores de torque exuberantes, onde qualquer aceleradela, em qualquer mudança, empurram o conjunto moto / piloto / pendura / bagagem... com extrema facilidade.   As suspensões cumprem bem o papel.  na frente, um conjunto formado por garfo telescópico tradicional concilia maciez e bom funcionamento, desde que se rode em pisos decentes.  Buracos, ondulações e outros desníveis acentuados fazem chacoalhar a dianteira sem grandes sustos. 
Em alusão à própria frase dos harlistas (as motocicletas norte-americanas não tem defeitos e sim características)   as câmaras municipais podiam usar algo parecido:  os buracos nas ruas não são defeitos e sim características.  Bem, voltando a Road King, sua suspensão traseira oferece ainda regulação nos amortecedores pressurizados.   Os travões, embora com accionamentos pesados seguram sem problema os quase 400 Kg da dupla moto e piloto.   Na roda dianteira, dois discos são mordidos por pinças de pistão único, enquanto na traseira, um conjunto de discos simples e pinça, completa o conjunto.
Algumas surpresas continuam: o indicador de combustível incrustado na tampa do depósito, os comandos ( dois botões de setas direccionais, um em cada punho), chave de ignição com portinhola e start sem corte de segurança ( se arrancar com uma mudança engrenada...)  são alguns deles.  Toda motocicleta norte-americana sai de linha de montagem com um propósito: rodar.  Não foram feitas para proporcionar desempenhos empolgantes, nem estabilidade de causar inveja, muito menos baixo consumo de combustível.   Com isso os seus números de performance são apenas razoáveis, mas dentro do universo das motocicletas norte-americanas, velocidades de cruzeiro podem ser efectuadas ao redor dos 120/130 Km/h sem nenhum problema (pelo contrário, neste ritmo ela é perfeita), com um consumo médio de gasolina na casa dos 17 Km/litro.       Esqueça porem os números de performance.   O que importa mesmo é saber outros números.   Como toda motocicleta norte-americana reflecte exactamente o seu domador, muitas vezes podem-se gastar uns 30 mil Euros só de acessórios e modificações.   Este é o espírito, este é o mito.   Seria também  a chave do sucesso? Pode ser, afinal de contas qual marca pode produzir motocicletas que custam o mesmo que muitos carros de luxo,   não oferecem apelo tecnológico e fazem seus futuros proprietários ficar em lista de espera?
Road King Classic
Foi inevitável. Mais cedo ou mais tarde surgiria uma motocicleta norte-americana com motor alimentado por um sistema de injecção de combustível.   O facto é inquestionável: a Road King Classic agora tem injecção electrónica. Discute-se ainda se cedo ou tarde.   Para a evolução motociclística, um pouco tarde. Mas para os harlistas, cedo demais.
Os bicilíndrico de Milwaukee são motores tradicionais, mas tiveram que se adaptar às normas "antitudo" actuais (anti-emissões, anti-ruído, etc...) para, no futuro, sobreviverem. Mas o resultado é positivo: quando se experimenta uma motocicleta norte-americana original, com carburador, a decepção é grande. Isso porque, para atender as normas de emissões é necessário cortar drasticamente o fornecimento de combustível, e para passar pelas normas anti-ruído ela tem escapes que nem o pior inimigo das motocicletas norte-americanas poderia criar. E assim o motor leva tanto tempo para atingir a sua temperatura ideal de funcionamento que a espera é de atormentar.   É lógico que, depois de comprada, tanto escapes como carburadores são imediatamente "arranjados".
A motocicleta norte-americana equipada com injecção não decepciona. Pelo contrário: comparada a versão com carburador "original" ela é muito melhor. Os escapes continuam com roncos esquálidos, mas os equipamentos acessórios servem para que? E a grande vantagem é que agora as motocicletas norte-americanas estão preparadas para enfrentar os próximos anos sem o temor de tanta homologação.
A motocicleta norte-americana Heritage Springer 1998 é praticamente uma réplica da  H. D. Panhead de 1948, e por esse motivo pode representar uma viagem ao passado.  Muito diferente da Road King Classic, ela é uma adaptação da Springer, que tem a suspensão dianteira do tipo fisga, com as molas cromadas aparentes.
Esse modelo vem equipado com bolsas laterais de couro, assim como o selim individual, ambos decorados com filetes vermelhos que, combinando perfeitamente com a pintura do tanque, resultam  num efeito final fantástico.
Heritage Springer
Em contraste com a nova Road King Classic, a Heritage Springer tem um comportamento muito mais rude, com a suspensão traseira mais dura e o motor menos amigável que o outro com injecção.   O travão dianteiro poderia ganhar um pouco mais de capacidade de travagem, caso fosse adoptado o disco da Bad Boy, que utiliza a mesma suspensão.
Apesar da rudeza, a Heritage oferece muito mais prazer de pilotagem: a posição do piloto é simplesmente perfeita, e a suspensão dianteira muito eficaz.   Interessante também é observar o funcionamento das molas enquanto pilota.  Pode-se sentir um pouco de vibrações, mas isso é devido à fixação do motor sem coxins.
A  Road King não é mais que uma Road King com alguns componentes personalizados. As rodas de liga leve deram lugar a elegantes rodas raiadas com pneu de faixa branca, e o banco de duas peças foi trocado por outro com linhas harmoniosas, que combinam bem com os alforges de couro que substituem as malas rígidas da Road King.
Na Road King a injecção de combustível não é opção, mas de série, assim como o pára-brisas bastante eficiente e muito engenhoso: bastam 10 segundos para desmontá-lo e descobrir porque a carcaça metálica do farol da Road King é o componente mais desejado para personalizar outras motocicletas norte-americanas.
Ao accionar o botão de partida da Road King, logo se percebe a diferença que o sistema de injecção faz.   Imediatamente se estabiliza a rotação, o que não acontece com um motor (com carburador) frio. Até o impossível para uma motocicleta norte-americana tradicional pode ser feito: em última marcha, deixa cair a rotação atingindo a marcha lenta (uns 40 Km/h) e acelerar tudo de repente. A rotação aumenta imediatamente sem trepidações ou falhas. O seu motor é montado sobre coxins de borracha, e as suspensões são controladas pneumaticamente. Quem diria, injecção, suspensão pneumática....  As motocicletas norte-americanas não eram obsoletas?
Como nem tudo são flores, a Road King tem uma posição para o piloto que deixa a desejar em conforto, pois as mãos não mantêm boa empunhadura no guiador.   A plataforma para os pés também não é a mais cómoda, apesar de mais clássica que as pedaleiras comuns.
Os travões não são o que se deseja para a motocicleta que une tão bem a tecnologia com o estilo retro: nada fica a dever às motocicletas rivais de olhos puxados, mais modernas. Porém, de cara, muito menos originais.
Texto Extraido e adaptado de
http://www.bikerfriends.net/index.html
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publicado por Cavalo Alado às 23:58
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3 comentários:
De Charles Vicente Fraga a 22 de Abril de 2012 às 17:12
Em breve vou comprar a minha


De Busatto a 28 de Abril de 2013 às 00:09
No máximo daqui uns 7 dias vou estar com a minha, 2008 prata, abs, computador de bordo e muito +.....


De Busatto a 22 de Maio de 2013 às 23:41
Amigo o cara que me vendeu a Road King 2008,disse que a moto era boa, fui enganado, a moto não é boa a moto é excepcional, na estrada é uma limousine sobre duas rodas, magnifica.


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