Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Trovante 125 azul

TROVANTE

País:                  Portugal

Origem:            Sagres, Algarve

Período            1977 - 1991

Integrantes      João Nuno Represas
                            Luís Represas
                            Manuel Faria
                            João Gil
                            Artur Costa

 

Os Trovante começaram no verão de 1976 em Sagres, quando um grupo de amigos (João Nuno Represas, Luís Represas, Manuel Faria, João Gil e Artur Costa) se juntou para fazer música. Em 1977 gravaram o seu primeiro disco Chão Nosso, com uma forte componente política e tradicional portuguesa. No ano seguinte lançaram Em Nome da Vida, um disco que os confirmou importantes na música de intervenção.

A partir de 1980 o grupo concentrou-se mais na vertente tradicional, tendo os seus elementos estudado no Hot Clube de Portugal. Como resultado, o inédito disco Baile no Bosque foi um enorme sucesso comercial. Em plena explosão do Rock em Portugal, os Trovante sobressaíam paralelamente. Para a história ficaram Balada das Sete Saias e Outra Margem. Fernando Júdice e António José Martins entraram para a banda que passou então a ter sete elementos.

Em 1983 o álbum Cais das Colinas, com o célebre tema Saudade contou com José Salgueiro mas já não com João Nuno Represas. Em 1984 lançaram 84, um disco que contém Xácara das Bruxas Dançando e Travessa do Poço dos Negros. Em 1986 surgiu Sepes que deu continuidade a espetáculos de grande sucesso.

À sombra dos Trovante tinham, entretanto, surgido outros projectos como os Charanga com o disco Aguarela e Mafalda Veiga com Pássaros do Sul, podendo até falar-se no trovantismo e no pós-trovantismo, tal a importância que o grupo adquiriu.

O álbum Terra Firme com os temas Perdidamente (letra de Florbela Espanca) e 125 Azul foi já um trabalho assumidamente pop esbatendo as referências mais tradicionais. Em 1988 a banda arriscou uma superprodução no Campo Pequeno resultando num disco ao vivo que se tornou platinado. Em 1990 o grupo editou o seu último trabalho de estúdio Um Destes Dias com o grande êxito Timor, que foi todavia mal recebido pela crítica levando os Trovante à sua última digressão antes da dissolução definitiva. Luís Represas e João Gil foram os mais bem sucedidos nas posteriores carreiras.

A 12 de Maio de 1999, nas comemorações dos 25 anos da revolução de Abril de 1974, o Presidente da República Jorge Sampaio convidou os Trovante à sua reunião para um espectáculo de duplo disco e emissão televisiva a partir do Parque das Nações. Pela segunda vez desde a separação, actuaram juntos a 12 de Outubro de 2006, no Campo Pequeno, em Lisboa, a convite do Montepio Geral.

Terra Firme

1.   125 Azul

2.   Fiz-Me A Cidade

3.   Memorias de Um Beijo

4.   Um Caso Mais

5.   Bye-Bye Blackout

6.   Noite de Verao

7.   Sinais

8.   Terra A Vista

9.   Perdidamente

125 Azul

Foi sem mais nem menos
Que um dia selei a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para abalar sem destino nenhum

Foi sem graça nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
P´ra insistir na companhia

O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar

Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre

Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu

Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre

Entre as dúvidas do que sou e onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me a solidão do olhar
Será que existe em mim um passaporte para sonhar
E a fúria de viver é mesmo fúria de acabar

Foi sem mais nem menos
Que um dia selou a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum
Foi com esperança sem ligar muita importância àquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar naquilo que ninguém quer

Mas Deus leva os que ama
Só Deus tem os que mais ama

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publicado por Cavalo Alado às 22:24
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