Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

CAVALO ALADO

 

 
 
O cavalo comum é um símbolo tradicional do desejo carnal. Os centauros, metade homens, metade cavalos, são monstros que representam a identificação do ser humano aos instintos animalescos. O cavalo alado, ao contrário, é símbolo da sublimação e da imaginação criadora. Pégaso, segundo a mitologia grega, nasceu do sangue da Medusa, após ser esta decapitada por Perseu. Atena domesticou o cavalo alado e ofereceu-o ao herói grego Belerofonte, para que combatesse a Quimera. Com ele, Belerofonte tentou aproximar-se do Olimpo, mas Zeus fez com que Pégaso corcoveasse, provocando a queda do cavaleiro, que morreu. Transformado em constelação, o cavalo passou desde então ao serviço de Zeus. Pégaso vivia no Parnaso, no Hélicon, no Pindo e na Piéria, lugares freqüentados pelas Musas, filhas de Zeus e Mnemósine, e onde o cavalo alado costumava pastar. Com um de seus coices, fez nascer a fonte de Hipocrene, que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas. Na literatura clássica há numerosas alusões às fontes de inspiração. A história de Pégaso tornou-se um dos temas preferidos da literatura e das artes plásticas gregas.
 
O nome Pégaso provirá da palavra grega pegai, que significa fontes, enquanto o do irmão significa espada de ouro, pois traria uma consigo logo quando nasceu. Pégaso voou até ao Monte Helicon, onde residiam as musas, e, para lhes agradar, fez jorrar água da rocha. Com um de seus coices, fez nascer a fonte de Hipocrene, que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas. Com o tempo a sua história tornou-se um dos temas preferidos da literatura e das artes plásticas gregas e sua figura destacou-se na literatura clássica com numerosas alusões às fontes de inspiração.
Segundo a mitologia grega, o cavalo alado seria filho de Medusa. Esta, na sua juventude, tinha sido muito bela e tinha um cabelo magnífico. Muitos admiradores a terão procurado, mas apenas Posídon, o deus dos mares e dos cavalos, conseguiu conquistar os seus favores. A relação íntima entre ambos terá ocorrido no templo de Atena. A deusa, enfurecida, castigou Medusa transformando-a num monstro, com cobras no lugar dos cabelos, e cujo olhar transformava os homens em pedra.
Quando Perseu decapitou Medusa, do corpo desta saíram o Pégaso e o guerreiro Crisaor. Entretanto, o rei da Lícia (na Anatólia) confiou a Belerofonte a missão de matar Quimera, um terrível monstro que devastava o país. Belerofonte encontrou o cavalo alado e domou-o com um bridão de ouro oferecido por Atena. Viajando pelos ares, desceu sobre Quimera, a quem matou com uma lança. Depois deste feito, o herói decidiu voar no cavalo alado até aos céus. Belerofonte tentou usá-lo para aproximar-se do Olimpo, mas Zeus fez com que ele corcoveasse e derrubasse o seu cavaleiro, que morreu.
Transformado em constelação, o cavalo passou desde então ao serviço de rei do Olimpo.
Como recompensa, foi colocado no céu como constelação. Nas representações clássicas apenas era visível a parte dianteira do cavalo, como acontece nas constelações do Touro e do Potro. Com um pequeno telescópio, ou com um binóculo, na área do céu ocupada pelo Pégaso pode observar-se o enxame globular M15, um belo aglomerado de muitos milhares de estrelas.
Pégaso, o cavalo alado da mitologia grega, está representado no céu por uma das maiores constelações de toda a esfera celeste. Graças ao seu enorme quadrado, desenhado por quatro estrelas brilhantes, é muito fácil de reconhecer, até porque, nas noites de Outono, fica praticamente no nosso zénite cerca das 21.00. Cada lado do quadrado tem cerca de 15º, ou seja, 30 «luas cheias» lado a lado. O facto de ser tão fácil de encontrar facilita a localização da constelação de Andrómeda e da famosa galáxia com o mesmo nome.
Cavalos-alados são equinos dotados de asas. Seres imaginários que habitam as lendas e mitos gregos e romanos. São vistos como animais de coração puro e de grande poder de destruição.
Os cavalos alados existem no mundo inteiro em diferentes raças. Exige-se que o dono de um cavalo alado lance sobre ele, periodicamente, um Feitiço Desilusório.
Existem quatro espécies de cavalos alados, que dificilmente se entrecruzam. São elas:

Abraxan
 
 
 
O Abraxan é um palomino gigantesco e extremamente forte. Possui coloração dourada e olhos cor de fogo. Animal dócil, apesar de sua força extra comunal, o abraxan possui hábitos herbívoros e só bebe uísque de malte. O abraxan pode ser encontrado na França e na Bélgica.
 
Etonon
 
 
 
Animal de médio porte, o etonon possui coloração castanha e possui hábitos herbívoros. O etonon é bastante populoso na Grã-Bretanha e na Irlanda.
 
Granion
 
 
 
Do tamanho de um cavalo normal, o granion possui coloração cinzenta e possui a característica de ser o mais veloz dos cavalos alados. Possui hábitos herbívoros e habita a América do Norte.
 
Testrálio
 
 
 
São completamente descarnados, com o couro negro colado ao esqueleto, no qual cada osso é visível. As suas cabeças assemelham-se  à dos dragões e os olhos, sem pupilas, são brancos e fixos. Da junção das espáduas saem as suas asas, imensas e negras. Possuem hábitos carnívoros, mas não caçam para se alimentar, pois só comem carne de animais já mortos. Para isso possuem um olfacto bastante apurado, podendo sentir cheiro de sangue a quilómetros de distância.
Os testrálios só podem ser vistos por pessoas que já viram a morte. Inteligentes e úteis, têm um espantoso senso de direcção, servindo de excelente meio de transporte a quem os domesticar.
Um facto curioso é que existem superstições que dizem que ele passa bastante azar a quem o vê e que são assassinos violentos. O fato é que são animais extremamente dóceis, porém atacam mortalmente quem realmente os importunar.

 


publicado por Cavalo Alado às 00:26
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