Sábado, 9 de Junho de 2007

OS MEUS AMIGOS NÃO TÊM CÔR

Os meus amigos não têm cor,

Não têm cheiro nem sabor,

Não têm culpa,

Nem são inocentes,

Não são honestos nem indecentes,

Não riem quando eu rio,

Nem secam as minhas lágrimas…

Sentem o frio e às vezes o medo,

Falam disto sempre em segredo,

E têm no rosto o seu sorriso,

Nas horas em que mais preciso.

Os meus amigos não são ricos,

Nem pobres,

Nem velhos nem novos,

São estúpidos e inteligentes,

Lançam no ar correntes,

E dançam tolos de contentes…

Os meus amigos são uma luz,

Um rio ou uma cruz,

Uma face que não vejo,

Um abraço e um beijo,

Uma despedida difícil,

Um começo e um final,

Um conto de Natal,

Um corpo e uma alma,

Turbilhão e calma,

Chuva e estio,

Um mar e um rio,

Uma canção e um lamento,

A eternidade e um momento

Um leve pensamento…

Os meus amigos são de carne e osso

Eu nunca os vejo nem os ouço…

Mas sei que estão aí

A pensar em mim de vez em quando

È por isso que os vou amando

Porque simplesmente são…

Os meus amigos do coração!

Alfredo Nobre

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publicado por Cavalo Alado às 03:23
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2 comentários:
De lapieta@sapo.pt a 10 de Junho de 2007 às 11:07
adorei o poema ... simplicidade ... exactidão ... a realidade... o traço poético ...
que bom seria que ninguém fizesse a diferença pela cor dos outros ...
lasalete


De teresworld a 11 de Junho de 2007 às 14:30
Olá amigo!

Tudo o que eu gostaria de escrever sobre os meus amigos, está aqui neste belissimo texto....

Gostei imenso....

Abraço amigo de

Teres



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