Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

TODOS PARA O CÉU... QUE NA TERRA NÃO EXISTE LUGAR...

Por: Alfredo Nobre

 

 

Por motivos que se prenderam com a segurança ao nível do acesso e da permanência no Covão d’Ametade, local inicialmente previsto para o efeito, por motivos clinmatéricos, teve o primeiro evento motociclistico oficial do país que se realizar na praia fluvial de Valhelhas. O evento de nome Eskimós é realizado pelo Moto Clube de Vila do Conde e conta com a participação do motoclube de Chaves na sua realização, para além do apoio de muitos outros motoclubes e grupos motard do pais. De resto, penso ser importante referir a importância que um deles teve no surgimento deste evento. Falo do Grupo Motard “Moto Quedas” de Vale Formoso, freguesia vizinha de Vallhelhas.

Decorria o ano de 2007 quando um grupo de motociclistas Vilacondenses visitaram a região e por conseguinte um dos mais notáveis e conhecidos membros do Grupo Motard de Vale Formoso; o Michel. Em conversa e provavelmente fascinados com a beleza e o nível de condições que apresenta o parque de merendas e a praia fluvial de Valhelhas, logo surgiu o desejo de aí se realizar um convívio motociclista de forma a partilhar essa s condições e a beleza do local. A ideia ficou no ar e combatendo a preguiça e o cansaço provocado pela presença em muitas concentrações e eventos, por vezes mais do que um cada fim de semana, o Sérgio, presidente do Motoclube de Vila do Conde e a sua equipa de colaboradores lograram ter ainda tempo para dar uma volta pela Serra da Estrela, não só com as suas motos como também com o seu olhar e o seu espirito…
Para reunir os companheiros numa concentração invernal a sério, não poderia ter sido escolhido melhor local do que o Covão d’Ametade. Local por si só de enorme significado paisagístico e ambiental, um tesouro a preservar e a manter por todos aqueles que vão pugnando por um mundo mais limpo e puro a todos os níveis, mas também um local de enorme significado para todos os motociclistas, se repararmos que foi precisamente aí que nasceu a primeira “matilha de Lobos da Neve” nos anos oitenta. 
Pensado, dito e feito, e por sinal muito bem feito pois a primeira edição dos Eskimós no ano passado permitiu que ficasse bem demonstrado o grau de compromisso que tantos motociclistas, Grupos Motard e Motoclubes demonstraram perante aquilo que são e verdadeiramente representam as Motos e a vontade de estar com elas nas mais difíceis condições naturais.
Na edição deste ano, transladada para a praia fluvial de Valhelhas, não deixou d existir o mesmo espírito e a mesma participação de quantos estiveram envolvidos no evento.
Em primeira instância o motoclube de Vila do Conde, que dispensa apresentações em tudo aquilo que diga respeito a eventos por si organizados. Em seguida o motoclube de Chaves que esteve, como sempre, dando cartas no que toca a simpatia e bem receber. Também está de parabéns a população de Valhelhas que soube acarinhar os motociclistas e entender que pode sempre contar connosco para tudo o que for necessário. Claro que, salvo alguma excepção normalíssima e já recorrente no meio, por parte de quem nada percebe de motos e muito menos de relacionamentos humanos, todos os companheiros estiveram ao seu mais elevado nível, de forma saudável e independentemente das diferenças que cada um dos grupos possa ter em relação àquilo que é o motociclismo.
Mas de tudo de bom que foram estes Eskimós 2009, aquilo que mais me tocou foi sem dúvida a amizade, ou melhor, o compromisso de amizade que o Michel, membro do Grupo Motard Queda Livre, demonstrou para com o Motoclube de Vila do Conde, ao dar todo o apoio necessário ao evento, tendo inclusivamente deixado de receber os seus clientes de todo o ano para colocar a sua casa ao dispor de todos aqueles que tiveram de à última da hora deixar o Covão d’Ametde e reunir-se neste local. Esta atitude não é mais do que o sublinhar de toda uma vida de dedicação às motos e ao mundo do motociclismo, e lembramos os tempos em que muito pela mão e pelo esforço e sacrifício pessoal do companheiro Michel, foram realizados convívios em Vale Formoso da forma e nos moldes que muitos de nós que já andamos de moto há alguns anitos sabemos. Todavia, e isto é sempre aquilo que dói mais do que uma queda de moto, o assunto foi tema de análise por parte de quem nunca nada fez pelo motociclismo, e cujos olhos não caem nem podem cair na dimensão dos sentimentos e apenas se limitam á análise material de tudo aquilo que os rodeia, alimentando a conhecida ganância, a vaidade chula, o egocentrismo presunçoso e narcisista e a imbecilidade e estupidez cega de quem critica quem faz em Fevereiro, porque não foi capaz de fazer em Janeiro (nem em Junho nem em Setembro)
Talvez por tudo isto e muito mais, não achemos grande piada a um tio ou outro que por ai anda às vezes a cagar filosofias e que ainda não descobriu qual é o sitio do travão e só se entretém com o acelerador…

Como tantas vezes acontece pode não ir longe, pode não conseguir travar nas curvas, pode já ter caído e nem sequer ter dado conta que já não se consegue levantar, quem sabe? Quem sabe?
 

 

Uma boa quarta feira para todos

 

Alfredo Nobre (DOG 003)

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publicado por Cavalo Alado às 16:27
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