Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

Pré Pagamento em Gasolineiras

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O Cavalo Alado garante que este post foi devidamente pré-pago antes de ser públicado

O assunto que me leva a escrever estas linhas é já sobejamente conhecido de muitos, e prende-se precisamente com a exigência que algumas gasolineiras impõem aos motociclistas em que seja feito pré pagamento. A ideia de pagar antes ou depois é no fundo irrelevante em termos de beneficio ou prejuízo para o cliente, só que no nosso caso é sempre difícil controlar que quantidade de combustível que colocamos no depósito. Se faltar um pouco vemo-nos obrigados a parar mais depressa noutra bomba e repetir o ritual, se sobrar o que fazemos ao resto? Será que nos devolvem a diferença? isso é óptimo, pois assim vou passar a pré pagar 50 euros de combustível e como não cabem no depósito peço o reembolso de seguida, só para xatear, eh eh! pelo menos numa marca que eu cá sei.

Desde que me lembro sempre foi minha prática encostar a moto à bomba, desligar o motor, tirar o capacete e luvas, dirigir-me à caixa e perguntar se se pode atestar. Nunca recebi de qualquer funcionário, gerente ou empregado de estação de serviço qualquer entrave ao solicitado, chegando por vezes a notar algum ar de surpresa em determinados postos quando sigo esta prática. Ontem mesmo (dia 4), quando regressava a casa ao fim de quatros dias a rodar por terras do Oeste e de quase 1000 km percorridos, já a uns escassos 40 km de casa, resolvi parar na estação de serviço Elf TOTAL da Covilhã na A 23 e desta feita não segui esta prática, optando logo por atestar o depósito, desviar a moto e ficar um pouco por ali a descansar, pelo menos pensava eu...

O insólito acontece com uma chamada de atenção ao funcionário de serviço para a ausência de gasolina na bomba, ao que me foi respondido que era necessário fazer o "famoso pré-pagamento". Já com a carteira na mão para fazer o dito cujo, ousei perguntar se a bizarra prática se aplicava apenas a motociclistas, pois verifiquei que aos automobilistas não lhe era exigida a mesma distinção. A resposta...já adivinham, foi que sim senhor, só era aplicada esta regra aos motociclistas. Agradeci na mesma desisti de abastecer e abandonei o local. lamentando que no nosso país e numa das mais concorridas vias PÚBLICAS do mesmo, se tenha instalado com o beneplácito Governamental uma entidade que em vez de cumprir com os propósitos a que se destina e que é o de fornecer serviços com qualidade a TODOS os condutores que ai se desloquem, aproveita a situação privilegiada em que se encontra para fazer negócio e apenas isso, impondo a quem bem entende e como bem entende como deve faze-lo. Ora como desde pequenino que sou português e com muito orgulho, e penso viver num estado de direito democrático, onde ainda há leis do Estado as quais são para cumprir, quer se goste ou não, resolvi indagar sobre a legitimidade deste senhores que ganham a vida à beira das estradas, para o acto que praticaram. Sei que quanto a mim não me voltam a apanhar por lá tão cedo nem voltarei a adquirir produtos destas marcas, afinal se não precisam de mim para abastecer, também me dispensarão o fornecimento de outros produtos, quer para a moto, quer para o carro.

Quanto a vós, façam como entenderem, mas para que conste aqui vos deixo um texto extraído do fórum dos Star Raiders Portugal em:

http://www.makephpbb.com/phpbb/viewtopic.php?mforum=starridersportu&p=42647

Para que fique claro, aqui fica o que deve ser redigido no livro de reclamações caso se sinta lesado:

Aconselho a imprimir em tamanho pequeno e ter o texto na carteira de documentos.·

Artigo 13º da Constituição da Republica Portuguesa - estabelece que todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei não podendo ninguém ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito.

Artigo 60º da Constituição da Republica Portuguesa – direitos do consumidor – Os cidadãos têm direito à qualidade dos bens e serviços consumidos, e sobretudo à protecção dos seus interesses económicos (que estão em risco com o pré-pagamento).


Lei da Defesa do Consumidor (lei 24/96 de 31 de Julho) Artº 3, alínea a)
Que defende igualmente o direito do consumidor à qualidade dos bens e serviços.

Decreto lei 370/93 de 29 de Outubro, artigo primeiro

"É proibido ao mesmo agente económico praticar preços ou condições de venda discriminatórias relativamente a prestações equivalentes, nomeadamente quando tal prática se traduza na aplicação de diferentes prazos de execução das encomendas ou de diferentes modalidades de embalamento, entrega, transporte e pagamento, não justificadas por diferenças correspondentes no custo de fornecimento ou do serviço".

A colocação de um cartaz, pré-pagamento a motos, ou o anúncio ao som da mesma norma, pode configurar crime se interpretado como uma difamação, ou seja, estarem a chamar-nos

ladrões, ofensa à nossa honra e consideração:

Artigo 180º do Código Penal

Difamação: punível com pena de prisão até 6 meses ou pena de multa até 240 dias.

Já agora um conselho "amigo" a alguns proprietários de gasolineiras; leiam mais jornais em vez de passarem a vida a escrever cartazes idiotas:

2007-08-24


Combustíveis: Abastecimentos não pagos

Postos perdem milhões

Todos os meses, os postos de combustível perdem uma média de 440 mil euros em abastecimentos não pagos. Esta é a estimativa do presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC). Augusto Cymbron disse ao Correio da Manhã que o abastecimento e fuga causa, em cada uma das 2200 bombas de gasolina, um prejuízo de cerca de 200 euros por mês.

Ao fim de um ano, o conjunto dos postos de gasolina perde mais de 5,2 milhões de euros. Prejuízo que é descontado directamente nas contas de cada estação de serviço e ao qual se junta o agravamento dos prémios de seguros decorrente da participação de assaltos e actos de vandalismo.

Para aumentar a segurança nestes locais, o Ministério da Administração Interna (MAI) e a ANAREC desenvolveram o programa Abastecimento Seguro, que, no próximo mês de Setembro, entrará na sua segunda fase. Depois de um projecto-piloto em dez postos de combustível espalhados pelo País, este programa será agora alargado a outros cem postos.

O sistema funciona como detector de alarme que, após accionado pelo funcionário, emite um sinal para a central da polícia. A partir desse momento, os agentes da PSP e GNR sabem que houve um assalto naquele local e podem ouvir o que está a acontecer.

“Este programa é um primo do Táxi Seguro”, explicou ao CM o secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães.

O equipamento, opcional e pago pelo proprietário do posto, custa cerca de 600 euros. Além da instalação do detector de alarme, o programa ‘Abastecimento Seguro’ conta com formação de pessoal e reforço das condições de segurança. “O novo sistema vai tornar a identificação e detenção dos assaltantes mais rápida”, concluiu Augusto Cymbron.

"HOUVE MENOS ROUBOS"

Desde o início do ano registaram-se 106 “episódios críticos”, que vão desde os assaltos à mão armada até aos pequenos furtos. Os dados são de José Magalhães, secretário de Estado adjunto e da Administração Interna. “Houve menos roubos neste ano”, concluiu o governante, que, por isso, “quer continuar a lutar contra estes crimes”. Com o programa Abastecimento Seguro “vamos lançar a todos os que querem roubar a ideia de que esse gesto terá consequências rápidas e eficazes”, explicou José Magalhães.

O secretário de Estado, que ontem reuniu com a ANAREC para avaliar os progressos do projecto-piloto do programa de segurança para as gasolineiras, mostrou-se confiante quanto ao plano. “Os testes correram bem, com todos os postos de abastecimento satisfeitos com este sistema”, disse.

Quanto ao futuro, José Magalhães explicou: “Vamos continuar a alargar o projecto. Agora a cem postos e depois mais cem”, sendo o objectivo chegar, pelo menos, aos mil. “Mesmo sendo um instrumento opcional, mais vale gastar 600 euros a ser vítima de violência”, concluiu.

SAIBA MAIS

200 000 automobilistas portugueses preferem abastecer em Espanha, onde tanto a gasolina como o gasóleo são mais baratos.

4,2% Foi quanto caiu o consumo de combustíveis em Portugal entre 2005 e 2006. A gasolina sem chumbo de 98 octanas, por ser a mais cara, foi a que mais sofreu com esta quebra.

TAXAS

A rede de estradas nacionais vai passar a ser financiada por uma nova taxa sobre os combustíveis – 6,4 cêntimos por cada litro de gasolina e 8,6 cêntimos por cada litro de gasóleo.

IMPOSTO

O único imposto que o Governo pondera aumentar em 2008 é o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos. Este ano o ISP deve render ao Estado 3,3 mil milhões de euros

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=255155&idselect=11&idCanal=11&p=200


publicado por Cavalo Alado às 00:03
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1 comentário:
De Detector de alarme a 13 de Maio de 2008 às 15:39
Todas as iniciativas para melhorar a segurança nos podtos de combustíveis, seja com detector de alarme, camaras de video, ou outras soluções, são sempre benvindas.


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